Até quando acontecem réplicas de terremotos? Colômbia teve 20 desde ontem
A Colômbia registrou mais de 20 tremores secundários desde o terremoto principal de magnitude 7,4 ocorrido ontem, e as dúvidas sobre novas réplicas dominaram as buscas no país.
Região de San José del Palmar, epicentro do terremoto de magnitude 7,4, voltou a tremer com um abalo de magnitude 3,8. O tremor ocorreu às 10h10 no horário local (12h10 no horário de Brasília) e teve profundidade de 99 km, segundo as coordenadas divulgadas pelo Serviço Geológico.
Ponto do novo tremor ficou a 15 km do epicentro do terremoto principal registrado no dia anterior. Menos de uma hora depois do abalo de 7,4, a cidade já tinha registrado um tremor de magnitude 4,8.
Sequência de tremores secundários passou de 20 registros desde o terremoto principal. O Serviço Geológico da Colômbia registrou 21 tremores secundários após o abalo principal, com magnitudes entre 1,4 e 4,8; depois disso, mais de 20 novos tremores secundários foram anotados, todos abaixo de 3,5.
Buscas sobre novas réplicas ganharam força no país nas últimas 24 horas. Segundo o Google Trends, a pergunta "Haverá réplicas do terremoto hoje?" esteve entre as principais pesquisas na Colômbia no período.
Réplica é um tremor que ocorre depois do terremoto principal e, em geral, tem magnitude menor. Ela pode acontecer logo após o abalo principal ou até anos depois, dependendo da região.
Réplicas fazem parte do reajuste natural da crosta terrestre após uma grande ruptura. Quando uma falha geológica se rompe, as rochas ao redor ficam instáveis e sob novas tensões, o que gera uma sequência de tremores menores.
Frequência e duração das réplicas variam conforme a magnitude do terremoto principal. Quanto maior o abalo, mais longa e intensa tende a ser a sequência, e mesmo tremores menores podem derrubar estruturas já fragilizadas.
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