HPV: Por que precisamos criar uma cultura de prevenção permanente
O Brasil tem avançado em iniciativas de conscientização sobre o HPV , e campanhas como o Setembro em Flor – dedicada à conscientização sobre tumores ginecológicos – são fundamentais para manter o tema em evidência, mobilizar especialistas e sensibilizar a sociedade.
Entretanto, diante da magnitude do desafio, ações concentradas em períodos específicos do ano não são suficientes .
Apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecer gratuitamente a vacina contra o HPV, a cobertura vacinal ainda permanece abaixo da meta de 90% preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) , especialmente entre os meninos e em diversas regiões do país.
O resultado é preocupante: milhares de adolescentes deixam de receber uma vacina capaz de prevenir cânceres que poderiam ser evitados décadas depois.
O papilomavírus humano (HPV) está associado ao câncer do colo do útero — o terceiro mais incidente entre as mulheres brasileiras — além dos cânceres de ânus, orofaringe, vulva, vagina e pênis.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 19.310 novos casos anuais de câncer do colo do útero no triênio 2026–2028, com aproximadamente 7 mil mortes por ano.
Praticamente todos esses casos estão relacionados à infecção persistente pelo HPV, cuja principal forma de prevenção é a vacinação .
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