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Ataques houthis a aeroporto de Riad matam três sauditas em meio a escalada da guerra

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Ataques houthis a aeroporto de Riad matam três sauditas em meio a escalada da guerra

RIAD/DUBAI, 9 Out (Reuters) - Os ataques de quinta-feira ao aeroporto de Riad mataram três pessoas, informaram autoridades sauditas nesta sexta-feira, enquanto o grupo houthi do Iêmen intensifica ​os ataques com mísseis contra o reino e tenta ​fechar seu espaço aéreo, em uma guerra que se intensifica, desencadeada pelo conflito entre EUA e Irã.

Os ataques, que também feriram várias pessoas, danificaram um avião da Saudia Airlines e provocaram uma nuvem de fumaça sobre o aeroporto, levando ​muitas companhias aéreas a cancelar ⁠voos para a capital ​saudita poucos dias antes de ela sediar uma importante reunião de líderes globais ⁠do setor de petróleo.

Ataques aéreos sauditas atingiram alvos houthis ​na capital iemenita, Sanaa, durante a madrugada, segundo autoridades houthis e veículos de mídia afiliados, como parte de uma guerra aérea cada vez mais intensa contra o grupo aliado ao ‌Irã, com o objetivo de reverter seus recentes ‌ganhos territoriais, as ​ameaças à navegação internacional e os ataques ao reino.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia as forças governamentais no Iêmen, afirmou ter destruído três plataformas de lançamento de mísseis utilizadas pelos houthis e advertiu ‌que responderia com firmeza a ataques contra civis.

Os houthis, que cercaram as forças governamentais iemenitas em Taiz, a terceira maior cidade do Iêmen, e estão tentando defender posições na costa do Mar Vermelho contra uma ofensiva apoiada pela Arábia Saudita, já haviam matado três pessoas em ataques a aeroportos no reino no início desta semana.

A autoridade de aviação civil saudita informou que o tráfego aéreo no aeroporto de Riad voltou ao normal, e o site de rastreamento de voos flightradar24 mostrou uma retomada gradual dos voos, inclusive de algumas companhias aéreas do ‌Oriente Médio.

A Saudia Airlines disse que uma das vítimas fatais na quinta-feira era um de seus funcionários.

A guerra civil no Iêmen rapidamente se tornou a frente mais ​violenta de um conflito regional mais amplo, desencadeado pelo ataque dos EUA e de Israel ao Irã, que teve início em 28 de fevereiro.

O conflito é ‌crítico para os mercados globais de energia, com os houthis atacando navios no Mar Vermelho e em sua porta de entrada ao sul, o Estreito de Bab el-Mandeb, reduzindo ainda mais o abastecimento ‌de petróleo do Golfo, enquanto o Irã ‌bloqueia parcialmente o Estreito de Ormuz.

No mês passado, os houthis realizaram um avanço relâmpago pela costa do Mar Vermelho do Iêmen para assumir o ⁠controle total do litoral ao redor do estreito, levando a Arábia Saudita a reentrar no conflito, há muito adormecido, e apoiar uma contraofensiva do governo.

Na segunda-feira, as forças governamentais recuperaram território ao redor da costa de Bab el-Mandeb após intensos ataques aéreos sauditas, e os combates continuam na região.

No entanto, as forças houthis também ​conseguiram cortar uma estrada estratégica que ​liga Taiz — cidade com mais de meio milhão de habitantes e uma guarnição de milhares de combatentes pró-governo — aos avanços nas regiões montanhosas.

A Arábia Saudita está buscando assistência do Paquistão e da Turquia, seus parceiros em um pacto de defesa mútua, pa

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