Gabriela Duarte republica influencer bolsonarista: 'esquerdista da Folha tentou politizar'
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A atriz Gabriela Duarte republicou em sua conta no Instagram um vídeo do influenciador bolsonarista Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, em que ele afirma que a " Folha tentou politizar de forma patética a entrevista" que ela e a mãe, Regina Duarte , deram ao jornal .
Asmar, que foi repórter da TV Globo , diz que "Gabriela não deixou a mãe cair numa cilada" da "imprensa esquerdista politizada". Segundo ele, a entrevista deveria tratar apenas da nova peça "A Filha da...", estrelada pelas duas, mas "o repórter foi na maldade, levando o assunto para política".
Durante a entrevista com as duas atrizes, a reportagem perguntou sobre o reencontro nos palcos e sobre outros temas. Quando a conversa mudou de foco para a breve passagem de Regina pela então Secretaria Especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro , a atriz tentou falar sobre o assunto e chegou a verbalizar a vontade de responder às perguntas, mesmo sob os protestos de Gabriela, do diretor da peça, de sua assessoria de imprensa e de uma biógrafa que acompanhava a entrevista.
Ela chegou a dizer que não aceitaria voltar a ser secretária ou ministra .
Gabriela postou um vídeo no domingo (23) criticando a condução e a edição da entrevista. "Eu pensei bastante antes de vir aqui gravar esse vídeo, porque eu não queria que ele fosse uma resposta a um jornalista ou a um veículo de comunicação", diz a atriz no início da gravação.
"Depois de mais de 20 anos sem atuarmos juntas, eu e a minha mãe estamos voltando aos palcos. E é, sim, um reencontro artístico, profissional e pessoal. Às vésperas de ela completar 80 anos de vida, após mais de seis décadas de carreira, nós aceitamos dar a nossa primeira grande entrevista juntas sobre esse momento para a capa do caderno de cultura de um dos maiores jornais do país", segue Gabriela.
"Claro que nós sabíamos que outras questões poderiam surgir. Um jornalista pode e deve fazer perguntas difíceis, ainda que a abordagem tenha sido bastante deselegante nesse caso. Mas tem uma diferença entre perguntar e insistir até provocar uma reação. Quando o desconforto se torna mais importante que a resposta e a busca parece ser por uma frase, um corte, uma manchete, aí eu acho que vale a pena perguntar: 'O que está acontecendo com o jornalismo ? Com a comunicação?'."
Cortes da entrevista viralizaram nas redes sociais nos últimos dias, com alguns internautas defendendo a liberdade do jornalismo para perguntar sobre quaisquer temas e outros criticando a maneira como a conversa foi conduzida.
"Uma conversa sobre cultura, teatro, trajetória, história e esse reencontro de duas atrizes acabou tendo constrangimento como protagonista. O jornalismo pode incomodar, contradizer, questionar, mas ele também precisa ouvir e respeitar, inclusive quando a resposta não entrega a manchete que ele queria, a manchete esperada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.