Ben Affleck reflete sobre narrativas e política em novo filme: 'Temos o hábito de contar falsas verdades'
Ben Affleck fala sobre seu filme 'Sobrevivência' O novo filme dirigido (e coescrito, e estrelado) por Ben Affleck, "Sobrevivência", parece ser um thriller sobre sequestro.
Mas no fundo, é sobre narrativas: "Temos o hábito de mentir, temos o hábito de apresentar uma falsa verdade, e então a questão é quanto é que estamos fazendo isso um com o outro", revelou o ator e diretor ao g1.
No longa, que estreou nesta quinta (8), Ben interpreta um candidato a prefeito de Los Angeles que parece ter a vida perfeita: um casamento aparentemente feliz com Abigail (Kerry Washington), uma ótima casa e um futuro promissor.
Isso até o dia em que o filho do casal passeia com a babá Cecília (Adriana Paz) e o namorado dela, Ramón (Luis Gerardo Méndez), e não volta para casa.
A partir disso, começam a aparecer nuances: quem são cada uma dessas pessoas? Quais são as suas prioridades e privilégios? O quão perfeita é a vida deles sob a superfície? Tudo isso, claro, é atravessado por um contexto de política, mídia e relação com comunidades latinas (ponto importante, já que o filme se passa em Los Angeles).
Para Affleck, a expectativa é de que o filme não só envolva os espectadores latinos, como todos enxerguem "algo verdadeiro" na história.
Ben Affleck (Mark) e Kerry Washington (Abigail) em 'Sobrevivência' Divulgação/Netflix "O que eu espero é que, ao assistirem a isso, reconheçam algo verdadeiro, algo que observe o mundo como ele é, com circunstâncias que muitas vezes são bem difíceis e, em alguns casos, impossíveis — especialmente para alguns dos personagens latinos do filme.
E que [o filme] não tente mascarar essas situações, nem torná-las mais leves, nem explorá-las apenas para me cobrir de virtude e glória por ser alguém que aponta essas questões".
Segundo Ben, para chegar a um resultado mais verdadeiro, Kerry, Adriana e Luís trouxeram suas contribuições ao roteiro.
"Eu dizia: 'Vocês escrevem estas cenas, vocês contribuem para estas cenas, vocês criam isto e trazem a voz de vocês para isto'.
E eu achei muito mais verdade." "É difícil mostrar um sistema, mas você pode mostrar uma pessoa.
Você pode se identificar com uma pessoa e com as circunstâncias em que ela está.
As pessoas são tratadas como pessoas, não como arquétipos, não como símbolos de alguma coisa, o que significa que elas podem ser um bocadinho mais complicadas e não encaixam exatamente no estereótipo, porque ninguém se encaixa".
O que está em jogo na política Para além do candidato interpretado por Affleck, o filme não fala tão diretamente sobre política, mas reflete sobre o assunto ao retratar a vida desses personagens.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.