Editorial sobre contas públicas divide opiniões de leitores
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Contas públicas " É urgente recolocar as contas públicas nos trilhos " (Editorial, 15/8). O equilíbrio fiscal é necessário, mas a abordagem precisa ser específica e justa. Em vez de focar apenas discursos genéricos de austeridade, o debate econômico deveria priorizar a eficiência dos gastos. Isso passa pelo fim dos supersalários, pelo bilionário fundo eleitoral e partidário, pela redução das emendas parlamentares de interesse paroquial e pelo corte de incentivos fiscais ineficientes a grandes setores. Luiz Alves (João Pessoa, PB)
O ajuste talvez seja inevitável. A fórmula que o editorial prescreve não é. Cassio Vicinal (Goiânia, GO)
O Brasil está bem de finanças. Tem uma das menores dívidas públicas e inflação controlada. O governo precisa é investir em infraestrutura e políticas sociais (como educação e saúde), para crescer. E não sou eu que digo. São economistas internacionais, como Jayati Ghosh! Mônica Casarin Fernandes Elsen (Armação dos Búzios, RJ)
Pena que essa conscientização tenha chegado tarde demais. O Brasil vai pagar por décadas de irresponsabilidade. José Beraldo (São Paulo, SP)
Faz muito tempo que não vejo a Folha escrever algo tão lúcido. Pena que isso não reflita o pensamento de 95% de seus jornalistas, que se limitam a uma discussão maniqueísta entre esquerda e direita, sempre pendendo para a esquerda, é claro. Sergio Lucas (Vinhedo, SP)
Tendo morado fora alguns anos, e acompanhando online os principais jornais de vários países do mundo há muito tempo, vejo que somos o único em que a grande imprensa trata como principal problema as contas públicas —e o Brasil as tem melhores, há décadas, do que quase todos os demais. Há, claro, interesses pessoais, não do país, por trás. Amanda Marina (Brasília, DF)
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Também se faz urgente pôr ladrões do erário onde se deve, restituindo 100% do desfalque. Genésio Marcelino (Conchas, SP)
Essa lenga-lenga só é prioridade no Brasil e só é cobrada de governos de esquerda. O G20 inteiro tem uma relação dívida/PIB pavorosa, coliderada pela pátria do neoliberalismo. Tentem falar sobre má distribuição de renda, em que somos líderes incontestes. Renato Cardoso (São Paulo, SP)
O otimismo do editorial comove. Porque nele perpassa a esperança de que haja saída para o Brasil. Não há. A prodigalidade fiscal é religião nacional. Trambiqueiros de esquerda e de direita só sabem gastar muito e gastar mal quando estão no poder. E nada fará que isso mude. Fernando Oliveira (São Paulo, SP)
Eliminar as emendas parlamentares é uma solução. Maria Bilck (Florianópolis, SC)
Quem conseguiu tirar as contas públicas dos trilhos? Não foi o Lula? É ele que tem que entregar o país no último dia do ano com as contas públicas nos trilhos, e não o próximo presidente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.