Messi se despede da seleção argentina com recordes e agora mira milésimo gol
Lionel fez sua estreia em Mundiais pela equipe principal logo em 2006, integrando o elenco convocado pelo técnico José Pekerman. Ele entrou em campo na segunda rodada e balançou as redes na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, se tornando o jogador mais jovem a atuar e marcar pelo país na Copa aos 18 anos e 357 dias.
Na sua segunda participação em Copas do Mundo, Lionel Messi chegou para a edição de 2010 como atual detentor da Bola de Ouro, vencida no final do ano anterior. No entanto, o desempenho do atacante acabou sendo abaixo das expectativas, já que viu sua equipe cair nas quartas de final sem ter marcado nenhuma vez.
A mesma situação se repetiu na Copa América de 2011. Dentro de casa, a Argentina foi eliminada nas quartas para o Uruguai, em campanha que o craque do time passou em branco diante da sua torcida.
Lionel retornou aos Mundiais em 2014, edição sediada no Brasil. Em trajetória marcada pelo seu protagonismo na fase de grupos, o jogador ajudou os argentinos a alcançarem a decisão do torneio, algo que não ocorria desde 1990.
Porém, no Maracanã, a Alemanha superou os sul-americanos por 1 a 0 e conquistou o tetracampeonato. Mesmo com a derrota, Messi acabou eleito o melhor atleta da competição.
Em 2015, Lionel Messi e a Argentina chegaram na decisão da Copa América realizada no Chile, mas foram derrotados pelos donos da casa nas cobranças de pênalti. O roteiro se repetiu na edição Centenário, em 2016, agora com o craque desperdiçando a sua tentativa.
Após o resultado, Messi chegou a anunciar a sua aposentadoria da seleção, mas foi convencido a voltar atrás pouco tempo depois. "Eu tentei ao máximo. Tentei tudo o que era possível. Isso dói mais em mim do que em qualquer outra pessoa, mas é evidente que isso não é para mim. Mais do que qualquer outra pessoa, eu quero conquistar um título com a seleção nacional, mas, infelizmente, isso não aconteceu", disse o atacante à época.
Na Copa do Mundo de 2018, os argentinos tiveram uma trajetória discreta, parando nas oitavas de final contra a futura campeã França. O fim do jejum veio três anos mais tarde, na Copa América de 2021, sediada no Brasil.
Com quatro gols marcados, Lionel Messi liderou o país até a final contra a seleção brasileira. No Maracanã, Di María encobriu o goleiro Ederson e fez o gol da vitória por 1 a 0, garantindo ao craque da Argentina seu primeiro título com a equipe principal.
Depois da conquista continental, Lionel passou a atuar com mais leveza pela seleção, sem mais o peso de nunca ter levantado nenhuma taça com a camisa do país. Antes do próximo Mundial, o time aplicou um 3 a 0 sobre a Itália e venceu a Finalíssima disputada no Estádio Wembley, na Inglaterra.
Já na Copa, Messi assumiu o papel de protagonista da equipe de Lionel Scaloni desde o início. Ele marcou em dois dos três primeiros jogos da Argentina e garantiu a liderança do Grupo C. Nas oitavas, mais uma bola na rede no difícil triunfo sobre a Austrália em 2 a 1.
Contra a Holanda, Lionel deixou o seu no empate em 2 a 2, na partida vencida pelos argentinos nas penalidades máximas.
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