Vitor Petrino exalta nova fase dos pesos-pesados: "Vai voltar a ser a categoria de ouro do UFC"
Depois de alguns anos convivendo com um cenário de pouca renovação e muitas críticas, a divisão dos pesos-pesados do UFC parece atravessar um novo momento. Para o brasileiro Vitor Petrino, que desde o ano passado faz parte da categoria, o período de transformação tem tudo para, inclusive, recolocar os gigantes no centro dos holofotes da organização .
Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight , Petrino destacou a chegada de uma geração de atletas mais completos e atléticos como um dos principais fatores para a revitalização da categoria. O brasileiro, por sinal, é um bom exemplo da mudança vista em relação aos atletas da divisão mais pesada do Ultimate.
Dono de um físico privilegiado, Vitor subiu dos meio-pesados (93 kg) para os pesos-pesados em julho de 2025, engatando logo uma sequência de três vitórias na nova divisão, duas delas pela via rápida. Neste sábado (22), o atleta mineiro entra em ação novamente, para medir forças com o experiente Serghei Spivac, pelo card do UFC Sacramento.
" Acho que (o peso-pesado) tem tudo para voltar a ser a categoria de ouro do UFC. Tudo é cíclico, toda categoria tem esses momentos em que chegam seus ídolos, depois a galera começa a subir, os veteranos, que não tiveram tanto destaque, mas, pelo tempo de UFC, conseguem ter um destaque maior, e depois vem essa nova geração. Acredito que o peso-pesado está se adaptando e cada vez mais o esporte está ficando mais competitivo, cada vez mais está ficando mais profissional", analisou Petrino.
Como já citado, o brasileiro tem acompanhado essa transformação de dentro do próprio octógono. Desde que subiu de categoria, Petrino derrotou Austen Lane, Thomas Petersen e Steven Asplund - vitórias que ajudaram o mineiro a se estabelecer rapidamente entre os nomes em ascensão da divisão.
O carioca Johnny Walker, por sua vez, também tem luta marcada para fazer sua estreia na categoria e se juntar ao seu irmão mais novo, Valter Walker, top 10 da divisão. Ao mesmo tempo, nomes como o próprio Valter e Waldo Cortes Acosta representam a renovação entre os atletas que vêm construindo suas trajetórias diretamente nos pesos-pesados.
Para Petrino, contudo, o principal diferencial dessa nova safra está justamente na evolução física e técnica dos competidores. Se no passado era comum associar os pesos-pesados principalmente à força e ao poder de nocaute, o cenário atual apresenta atletas capazes de combinar tamanho, velocidade, movimentação e diferentes recursos técnicos.
"Cada vez mais, a gente está se deparando com pesos-pesados atléticos, com caras que não procuram só uma mão (entrar). Acho que essa nova fase da categoria, com esses pesos-pesados atléticos, vai ser uma grande encrenca para todos os atletas. Porque são caras pesados, ágeis e rápidos", concluiu.
É neste cenário que Vitor Petrino tenta consolidar seu espaço. Aos 28 anos de idade e com um estilo que combina potência, movimentação e capacidade atlética, o brasileiro acredita que a nova realidade dos pesos-pesados pode favorecer lutadores com características semelhantes às suas.
Antes de pensar em uma eventual corrida pelo cinturão, porém, o mineiro terá um obstáculo pela frente.
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