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China pede que Coreia do Sul não tome partido e culpa EUA por tensões na Coreia

UOL Notícias ·
China pede que Coreia do Sul não tome partido e culpa EUA por tensões na Coreia

SEUL/PEQUIM, 20 Ago (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu à Coreia do Sul que não tome partido entre ​Pequim e Washington, afirmando que os Estados ​Unidos deveriam abandonar sua política “hostil” em relação à Coreia do Norte para amenizar as tensões na Península Coreana.

Wang fez essas declarações durante uma reunião com o conselheiro de Segurança ​Nacional da Coreia do ⁠Sul, Wi Sung-lac, ​em Seul, nesta quinta-feira, segundo informou a agência de ⁠notícias estatal chinesa Xinhua, ocasião em que ​também se reuniu com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung.

“A solução fundamental para as tensões na Península Coreana reside em abordar as ‌causas profundas do problema e instar ‌os Estados Unidos ​a abandonarem sua política hostil em relação à Coreia do Norte”, afirmou Wang, segundo a Xinhua.

A China espera que a Coreia do Sul “alcance uma autêntica ‌autonomia estratégica, evite o confronto entre blocos e a tomada de partido, e desenvolva relações com as principais potências, incluindo a China e os Estados Unidos, de forma paralela e sem contradições”, disse Wang.

As declarações foram feitas depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que planeja se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong Un ainda este ano, acrescentando que o ‌país asiático possui 57 armas nucleares “muito poderosas”.

Trump também ordenou que autoridades do Pentágono encurtassem os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, ​citando seu “ótimo relacionamento” com Kim.

Os EUA mantêm sua posição oficial exigindo que a Coreia do Norte se desnuclearize, ‌o que Pyongyang tem rejeitado consistentemente.

A Coreia do Sul condenou o lançamento de mais de 10 mísseis balísticos de curto alcance pela Coreia do Norte ‌nesta quinta-feira e ordenou que ‌suas Forças Armadas mantivessem prontidão total durante os exercícios conjuntos em andamento com os EUA.

“A China ficaria ⁠satisfeita em ver a península avançar rumo à coexistência pacífica entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte”, disse Wang a Wi, apelando pelo reinício do diálogo e pela restauração da confiança.

Ele também convidou Wi para visitar a ​China, segundo o gabinete ​presidencial da Coreia do Sul. Wi solicitou a Wang a cooperação construtiva da China na implementação da política da Coreia do Sul em relação à Coreia do Norte, informou o gabinete.

O governo sul-coreano está tentando retomar o diálogo com a Coreia do Norte, além de defender uma abordagem gradual e pragmática para a desnuclearização da Coreia do Norte, começando pela suspensão ⁠de seu programa nuclear.

(Reportagem de Joyce Lee, Heejin Kim e Kyu-seok Shim, em Seul, ​e Ethan Wang e Liz Lee, em Pequim)

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