Entenda como a prática de atividade física contribui para tratamento de esclerose múltipla
No Brasil, cerca de 40 mil pessoas vivem com esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).
A doença autoimune afeta o sistema nervoso central e provoca alterações na mobilidade, no equilíbrio, força muscular, visão e na coordenação motora.O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre o tema e conhecido como 'Agosto Laranja', mas os cuidados e alertas precisam ser reforçados durante todo o ano.
Nesse contexto, o diagnóstico precoce é um dos principais aliados para aumentar as chances de um tratamento mais eficaz.O que é a esclerose múltipla? A Esclerose Múltipla é uma condição incapacitante do cérebro e da medula espinhal (sistema nervoso central), a qual dificulta a comunicação ideal entre o cérebro e o corpo.A causa está associada a uma inflamação na mielina, em decorrência de uma interpretação errada do sistema imunológico que não reconhece a membrana como parte do organismo.
Dessa forma, a doença se caracteriza como autoimune.Há tratamentos que auxiliam na qualidade de vida do paciente, mas, até o momento, não existe cura.Quais são os principais sintomas? Os sintomas da doença estão relacionados às regiões do sistema nervoso afetadas e podem se manifestar de diferentes formas.
Entre os sinais mais comuns estão:Fraqueza nos membros;Baixa visão;Dormência ou formigamento no corpo;Visão dupla;Fadiga;Dificuldade para falar ou engolir;Incontinência urinária;Problemas de coordenação dos membros;Desequilíbrio;Tontura;Perda de memória.A intensidade dos sintomas e o tempo de duração podem variar de acordo com cada pessoa, assim como a forma como a doença se manifesta.Atividade física aliada ao tratamentoApós o diagnóstico precoce, especialistas destacam a importância do acompanhamento multidisciplinar, que inclui a prática regular de atividade física como parte do cuidado.
Quando orientados de maneira adequada, os exercícios são considerados seguros e podem trazer benefícios importantes para a qualidade de vida dos pacientes.Embora a doença ainda não tenha cura, os avanços nas formas de tratamento, aliados à adoção de hábitos saudáveis, têm contribuído para a manutenção da autonomia e para a realização das atividades do dia a dia.O profissional de educação física e Diretor Técnico da Rede Alpha Fitness, Everton Raeda, diz que manter uma rotina de exercícios precisa levar em consideração as condições e limitações de cada pessoa.
Por isso, o acompanhamento adequado é fundamental.
Everton Raeda é educador físico e orienta a prática de exercícios para melhor qualidade do tratamento - Foto: Divulgação "A atividade física, quando bem orientada, é uma grande aliada no tratamento.
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