Entorno de Lula vê "exagero" de Toffoli contra Renan e evita prever impacto
Aliados do presidente Lula na sua campanha de reeleição e no Palácio do Planalto avaliam como “exagerada” e “controversa” a decisão do ministro do STF e do TSE Dias Toffoli de suspender a campanha do candidato Renan Santos (Missão) à Presidência da República.
Petistas consideram a decisão estranha pelo momento em que foi tomada, já com a campanha eleitoral em andamento.
Na avaliação desses aliados, Toffoli poderia ter optado por uma medida menos drástica e dado mais tempo para que a campanha regularizasse os conteúdos apontados.
A decisão teve como fundamento a suposta omissão de perfis utilizados por Renan Santos nas redes sociais.
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1 de 3 Renan Santos Candidato à Presidência Thiago Bonna / Metrópoles 2 de 3 Leonardo Amaro/Metrópoles 3 de 3 Renan Santos, presidenciável do Missão VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto A aposta de aliados de Lula é que a decisão possa ser revertida, mas eles também avaliam que a medida pode acabar sendo benéfica para o próprio Renan.
Na visão deles, a suspensão tende a dar mais destaque ao candidato e aumentar a atenção sobre sua campanha.
Leia também Milena Teixeira Alcolumbre liga para colegas e pede presença em Brasília por Pacheco no TCU Milena Teixeira Ala da campanha teme TSE e defende jantar de Lula com PIB fora do Alvorada Em relação ao impacto eleitoral, esses aliados afirmam que ainda é cedo para fazer uma avaliação.
Eles ponderam, porém, que a medida pode afetar o eleitorado de Augusto Cury (Avante), também candidato à Presidência, e eventualmente alterar a distribuição de votos entre os candidatos.
O que aconteceu? A decisão de Toffoli proíbe Renan Santos de fazer campanha em ambientes digitais, receber recursos do Fundo Eleitoral e participar de debates.
Leia também Milena Teixeira Alcolumbre liga para colegas e pede presença em Brasília por Pacheco no TCU Milena Teixeira Ala da campanha teme TSE e defende jantar de Lula com PIB fora do Alvorada Em decisão proferida no começo da tarde desta segunda-feira (31), Toffoli argumenta que Renan se beneficiou ao deixar de informar, dentro do prazo, perfis utilizados nas redes sociais.
“O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Violou frontalmente a obrigação.
Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, afirmou o ministro.
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