De gigante neopentecostal, Cezinha desgasta Mendonça em sua base política
Toda vez que o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi à Assembleia de Deus de Madureira foi pelas mãos do deputado Cezinha de Madureira (PL-SP).
Segunda maior denominação neopentecostal do país, a igreja tem muitos milhões de eleitores atentos às suas lideranças religiosas e políticas.
A operação da Polícia Federal contra Cezinha por suposto tráfico de influência em tribunais superiores atinge Mendonça em cheio Mendonça na sua principal base.
Foi Cezinha quem intermediou uma reunião entre Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em março de 2025, fora da agenda e fora do STF.
O encontro ocorreu na sede do Iter, instituto de Mendonça, em São Paulo, e foi revelado pelo site ICL Notícias em meio à escalada da crise no STF.
A operação da PF foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, que faz parte do grupo que está em disputa com Mendonça, composto também por Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
O desgaste causado pelas suspeitas sobre Cezinha se acumula às vésperas da sessão em que o STF decidirá se abre ou não a investigação de Moraes pedida por Mendonça.
Cezinha é um apoiador vocal do ministro "terrivelmente evangélico" e foi próximo de Jair Bolsonaro (PL) durante seu mandato na Presidência.
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