Dólar ronda R$ 5,03 e Bolsa perde força, com pesquisas e balanços na agenda
Com temporada de balanços e a corrida eleitoral em destaque na agenda dos mercados hoje, o dólar abriu a sessão desta quarta-feira em leve alta, cotado a R$ 5,03, após queda ontem em dia de valorização dos ativos brasileiros.
Dólar inicia negócios em alta nesta quarta-feira. A moeda americana era cotada no mercado comercial para a venda a R$ 5,032, variação de 0,24% ante o fechamento de ontem, quando a divisa caiu 0,6%.
No exterior, preço do petróleo comportado e balanços influenciam Bolsas. O preço do barril do tipo Brent com entrega para dezembro recua das máxima em cinco semanas, reduzindo a aversão a risco. Em Wall Street, os índices acionários apresentam hoje viés positivo , com investidores reagindo a resultados divulgados por SpaceX , Netflix e Anthropic .
No Brasil, temporada de balanços tem bancos no radar . Ações do setor subiram forte após o primeiro turno, em meio a leitura de possível mudança fiscal. No pregão de 5 de outubro, BTG Pactual Unit avançou 22,52%, Bradesco PN subiu 13,57%, Banco do Brasil ganhou 11%, Itaú Unibanco PN teve alta de 10,37% e Santander Brasil Unit fechou com 2,63%, enquanto o Ibovespa subiu 7,7%.
No ambiente doméstico, corrida presidencial segue no radar. Novas pesquisas de intenção de voto, da Meio/Ideia e Palver , seguem apontando empate técnico entre o Presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O Ibovespa superou os 208 mil pontos. O principal índice da Bolsa brasileira fechou ontem em alta de 1,57% , impulsionado por varejistas e outras empresas beneficiadas pela perspectiva de juros menores.
WEG registra lucro de R$ 1,67 bilhão no 3º trimestre, alta de 0,9%. A receita líquida somou R$ 10,86 bilhões, alta de 5,7% sobre o terceiro trimestre de 2025. As vendas no exterior chegaram a R$ 6,79 bilhões (+8,3%) e as no Brasil, a R$ 4,07 bilhões (+1,8%). Sem a consolidação das empresas adquiridas Tupinambá Energia e Sanelec, a alta da receita total seria de 5,6%, informa o balanço.
Romi lucra R$ 42,7 milhões no 3º trimestre impulsionada por impostos. O resultado da Romi foi impulsionado pelo reconhecimento de créditos tributários. A companhia contabilizou R$ 46,8 milhões decorrentes de uma ação previdenciária, o que gerou ganho líquido de R$ 35,7 milhões após impostos no trimestre.
Gafisa adia divulgação de resultados 2º trimestre para 23 de outubro. A companhia justificou o adiamento com a necessidade de prazo adicional para conclusão das análises sobre todos os documentos fornecidos e emissão do relatório, no âmbito dos procedimentos de revisão e auditoria independente em andamento.
Cosan encerra sem acordo negociações para venda de participação na Rumo. A empresa de energia, açúcar e álcool informou ontem em fato relevante que encerrou o período de negociações exclusivas com potenciais investidores interessados em comprar sua participação na Rumo sem alcançar um acordo considerado adequado. "O período de exclusividade se encerrou sem que a Companhia tenha atingido qualquer acordo que fosse estrategicamente e comercialmente adequados para alienação de qualquer fração de sua participação".
PetroReconcavo aprova reorganização societária envolvendo a SPE Tiêta.
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