MG: homem usa mola de isqueiro para tatuar adolescentes e é condenado
Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de um homem acusado de tatuar duas adolescentes, de 15 e 16 anos, sem que os pais ou responsáveis autorizassem o procedimento .
O caso foi analisado pela 8ª Câmara Criminal (8ª Cacri) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que estabeleceu a pena em dois anos, sete meses e 15 dias de reclusão, no regime semiaberto.
O episódio aconteceu em outubro de 2019.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homem tatuou nos antebraços das duas adolescentes a expressão “pai e mãe” .
Para fazer os desenhos, ele utilizou uma agulha improvisada a partir de uma mola de isqueiro e tinta normalmente usada para tingir roupas.
O procedimento foi realizado na rua, sem estrutura apropriada e sem condições mínimas de higiene.
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As adolescentes haviam informado em casa que sairiam para ir a uma cabeleireira.
Depois, ao voltar para junto dos familiares, uma delas apresentou preocupação, despertando a atenção da mãe, que acabou descobrindo a tatuagem no braço da filha.
Na sequência, a mulher verificou que a sobrinha também tinha recebido a mesma inscrição.
A princípio, as duas não quiseram dizer quem havia feito as tatuagens.
Depois da insistência dos familiares, porém, elas indicaram o autor.
Em depoimento à polícia, o próprio homem admitiu ter realizado o procedimento e contou que havia aprendido a técnica de tatuagem artesanal enquanto estava preso.
Defesa alegou consentimento Na primeira decisão judicial, o réu havia recebido pena de dois anos e 11 meses de prisão, também em regime semiaberto .
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