Flávio Bolsonaro revela que quer ampliar seu mandato para 5 anos, caso seja eleito
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, defendeu nesta quinta-feira (8) o fim da reeleição e afirmou que, caso vença o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pretende que a mudança já seja aplicada ao seu próprio mandato.
A proposta, que prevê a possibilidade de ampliar o mandato presidencial de quatro para cinco anos, seria implementada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da qual Flávio é autor no Senado.
As declarações foram feitas após o candidato receber o apoio formal do Podemos, em Brasília, a pouco mais de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro quer acabar com a reeleição e ampliar mandato Flávio Bolsonaro afirmou que o fim da reeleição não deve valer apenas para futuros presidentes, mas também para seu próprio mandato, caso seja eleito.
“Não tem que valer só para o futuro.
Para mim, tem que valer já no meu mandato.
Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir”, declarou.
A mudança depende da aprovação de uma PEC no Congresso Nacional, com votação em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado.
Para ser aprovada, uma emenda constitucional precisa do apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada Casa.
Assim, a eventual ampliação do mandato presidencial para cinco anos dependeria tanto da vitória de Flávio Bolsonaro nas urnas quanto da aprovação da proposta pelo Legislativo.
Flávio explica por que defende o fim da reeleição Ao justificar a proposta, Flávio Bolsonaro argumentou que a possibilidade de disputar um segundo mandato leva os governantes a priorizarem medidas de curto prazo, em vez de adotar decisões que considera necessárias para o país.
“A reeleição é um instituto que, para mim, precisa acabar.
Eu quero sentar naquela cadeira de presidente da República, fazer o que tem que ser feito, colocar o cidadão no centro do governo, fazer tudo em função de você e não em função da reeleição”, afirmou.
O candidato também criticou o presidente Lula, a quem atribuiu o aumento dos gastos públicos como estratégia para conquistar a reeleição.
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