CBF: Restrição a estrangeiros é medida autoritária, mas necessária
Em reunião promovida pela CBF os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro resolveram diminuir, gradativamente, o número máximo de jogadores estrangeiros permitidos em cada clube.
Atualmente, são nove por equipe e a decisão é diminuir um por ano até que se chegue a um total de cinco por equipe.
Jogadores com dupla nacionalidade, como o “paraguaio” Maurício, do Palmeiras ou o “italiano” Jorginho, do Flamengo, não entram na lista dos que sofrerão restrição.
A reunião teve apenas dois votos contra: Flamengo e Bahia.
É uma medida autoritária, principalmente quando se pensa no mundo globalizado de hoje.
Na prática, o que se está fazendo é impedir um trabalhador de exercer seu ofício em um lugar que gostaria de contar com sua habilidade e expertise.
Mesmo assim, me coloco a favor, por concordar com os argumentos da CBF.
Em sua atual edição, o Brasileiro conta com 161 jogadores estrangeiros.
E, em contraposição, jovens cada vez mais jovens (desculpem a redundância) estão saindo para ganhar a vida em outro lugar.
Claro, se não há lugar aqui, vou trabalhar ali.
Muita gente que vai para ligas menores da Europa, acredito que gostaria de ficar por aqui.
A ideia da CBF é mais ampla do que abrir espaço para jogadores sub-23, tem três passos: 1) que seja inscrito, 2) que jogue e 3) que fique por aqui por um tempo maior.
Sim, se houver mais dificuldade para se trazer relevos, a tendência é que o clube fique mais tempo com o jogador.
Um dado que agrega neste sentido é a obrigatoriedade de se ter em 2030 a participação de 25 jogadores sub-23 na lista de 50 inscritos para competições nacionais.
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