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O significado por trás de cada música de ‘Cumulonimbus’, nas próprias palavras de Rashid

Rolling Stone Brasil ·
O significado por trás de cada música de ‘Cumulonimbus’, nas próprias palavras de Rashid

Em um momento em que o rap brasileiro acumula fenômenos que Rashid prefere não nomear — embora seja notável: rappers de direita, público que ouve sem entender a mensagem, a contracultura trocada por um posicionamento cada vez mais pop e cada vez menos político —, o rapper paulistano escolheu ir na contramão.

Cumulonimbus , seu sexto álbum de estúdio, é uma declaração de que existe uma cultura, com valores, e que esses valores não são negociáveis.

O disco chegou às plataformas em 11 de agosto, com 15 faixas, um elenco de peso, de Emicida , e Projota , à Luedji Luna , Kamau , Rael , passando por Paula Lima , Neguinho do Kaxeta , Jota Ghetto , Slim Rimografia e Flávia K , e uma pergunta no centro de tudo: o que fez você se apaixonar pelo rap? “A gente se sentia capaz de tudo depois de ouvir um rap, capaz de mudar o mundo e de derrubar qualquer muro no peito”, disse Rashid .

“Eu desejo que todos possam ter acesso a essa chama.” Em entrevista à Rolling Stone Brasil , Rashid destrincha cada faixa do disco e explica o que estava em jogo quando as compôs.

CUMULONIMBUS A faixa-título foi batizada por causa do disco, não o disco por causa da música.

Surgiu meio que aos 45 do segundo tempo, no meio da produção, quando a gente já tinha uma ideia de como começar o álbum, mas parecia que faltava a porta se abrindo.

As introduções têm esse papel — o primeiro play que você dá num álbum é muito importante.

A pessoa sente o clima do disco, já sabe o que pode esperar.

É tão importante quanto a capa: você olha a capa e dá o play na primeira música, e é muito importante que elas se comuniquem.

Então a música introduz o tema do disco, que não é um único tema, mas um debate sobre o amor pela cultura, sobre o que estamos fazendo, como estamos tratando a cultura, sobre as revoluções necessárias para o hip hop e para a cultura brasileira.

Ela começa com a frase “por uma nova Canudos”, para quem conhece a história do nosso país, o tamanho daquela revolução, isso já fica como uma provocação na mente.

E tem a menção a “ Paula e Bebeto ”, do Milton e do Caetano , que fala sobre qualquer maneira de amor valer a pena.

Ali a gente começa falando sobre o nosso amor pela cultura num disco que vai tratar muito sobre isso.

YOWA Eu conheci esse conceito [ yowa ] através de um livro chamado Sincretismo na Umbanda (2024), do Pai David Dias — que é a pessoa que participa da música.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.

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