Gioergieva diz que FMI está pronto a ajudar Moçambique a desbloquear potencial
O Fundo Monetário Internacional (FMI) está pronto para apoiar Moçambique com medidas que “desbloqueiem” o potencial económico, disse hoje 23 de setembro a diretora-geral da instituição Kristalina Gioergieva, após reunir-se com o Presidente moçambicano, em Nova Iorque.
Numa mensagem na rede social X, Gioergieva descreve uma “excelente reunião” com Daniel Chapo, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, precisamente quando o FMI e Moçambique discutem um novo programa de apoio.
“Reafirmei a prontidão do FMI para apoiar Moçambique no enfrentamento dos desafios macroeconómicos, na proteção dos vulneráveis e no avanço de reformas que promovam a estabilidade e desbloqueiem o considerável potencial económico do país”, disse a dirigente.
O FMI anunciou em 18 de setembro que vai continuar a negociar com Moçambique um novo programa de assistência financeira nos próximos meses, após uma missão de 10 dias, destacando o potencial de crescimento do país.
No comunicado divulgado no final da missão, o chefe da equipa do FMI para Moçambique, Pablo López Murphy, afirmou que as “discussões sobre as reformas necessárias para abrir caminho a um programa apoiado pelo Fundo continuarão nos próximos meses”, sem indicar um calendário para um eventual acordo técnico.
O FMI diz que a visita permitiu analisar a evolução recente da economia moçambicana e realizar “discussões construtivas sobre reformas que poderão sustentar um programa apoiado pelo Fundo”.
A instituição sublinha que, apesar da consolidação fiscal em curso e de a inflação permanecer controlada, Moçambique continua a enfrentar “desafios fiscais e externos significativos”, defendendo reformas adicionais para “restaurar a sustentabilidade da dívida, corrigir os desequilíbrios externos e apoiar um crescimento mais forte, inclusivo e resiliente”.
Acrescenta que o país continua confrontado com “desafios macroeconómicos significativos”, incluindo desequilíbrios fiscais e externos, condições de financiamento restritivas, choques climáticos adversos e perturbações relacionadas com a energia.
Ainda assim, considera que “o potencial de médio prazo do país, incluindo o desenvolvimento dos seus recursos de gás natural, continua significativo”.
A missão concluiu que a atividade económica “permanece moderada, mas está a mostrar sinais de recuperação”, com a inflação a manter-se contida, ao mesmo tempo que prossegue a consolidação fiscal iniciada em 2025, baseada na contenção da despesa pública.
O FMI saudou ainda o compromisso das autoridades moçambicanas com as reformas económicas, mas advertiu que serão necessários “esforços contínuos de política económica” para enfrentar os desequilíbrios fiscais e externos e criar condições para um crescimento mais robusto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.