Anos 90: a década em que estávamos quase lá
Houve um tempo em que ligar à Internet implicava deixar o telefone ocupado, um Nokia era um objeto de desejo e a chegada de uma autoestrada parecia aproximar qualquer cidade portuguesa da Europa.
Nos anos 90, Portugal não se tornou um país rico, mas viveu durante algum tempo como se estivesse quase a chegar lá.
É esse período de otimismo, transformação e consumo que Pedro Boucherie Mendes, jornalista e atual diretor na SIC, recupera no seu novo livro, A Década Fabulosa: Fazer pela vida em Portugal nos Anos 90 .
A obra é apresentada esta quinta-feira, 8 de outubro, às 18h30, na Livraria Buchholz, em Lisboa, por José de Pina e Tiago Pereira.
Depois de A Década Prodigiosa , dedicada aos anos 80, Pedro Boucherie Mendes avança para uma época em que Portugal mudou de escala.
Nas estradas, na televisão, no consumo, na habitação e nas expectativas individuais.
A adesão à Comunidade Económica Europeia, em 1986, começou a produzir efeitos visíveis no quotidiano.
Chegaram fundos comunitários, realizaram-se grandes obras públicas e o país entrou num processo de aproximação económica à Europa.
Em 1985, o PIB português por habitante, corrigido pelo poder de compra, correspondia a cerca de 52,4% da média da CEE, então constituída por 12 países.
Ou seja, metade da média.
Em 1998, o rendimento português deu um salto para cerca de 72% da média comunitária – e isso sentia-se nas várias dimensões da vida em Portugal.
Se fizermos o comparativo para os anos que se seguiram, em 2025, quase 30 anos mais tarde, o rendimento médio era 81% do europeu, ou seja, apenas mais nove pontos.
A rede de autoestradas em Portugal continental, que tinha apenas 303 quilómetros em 1990, e cresceu rapidamente.
Em 2024, totalizava 3113 quilómetros, dez vezes mais do que no início da década de 90.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.