“Guerra à burocracia”: Montenegro ‘vende’ reforma do Estado aos investidores de Wall Street
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, viajou até Nova Iorque para participar na assembleia da geral das Nações Unidas, mas incluiu uma pit stop em Wall Street para falar aos investidores.
Na bagagem, além de uma tirada roubada ao pai fundador do país que o recebe, Benjamin Franklin, levou o objetivo de atrair investimento para Portugal e como ‘armas’ a saúde das contas públicas e a ‘guerra à burocracia’.
Às 21 horas em ponto, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, ao seu lado, o primeiro-ministro cumpriu a tradição e tocou o sino de encerramento da bolsa de Nova Iorque.
Um momento registado em fotografia pelo seu colega de Governo e marcado por sorrisos.
Pouco antes, Montenegro tinha aproveitado o palco e transformado Wall Street numa montra para ‘vender’ o país ao mercado.
Depois de fazer referência a Benjamin Franklin — “um investimento em conhecimento é sempre aquele que paga os melhores juros” –, num discurso perante investidores, o primeiro-ministro apresentou a reforma do Estado como um dos pontos fortes de Portugal, destacando que o seu Executivo apostou na digitalização, na simplificação de procedimentos e na redução dos impostos sobre os rendimentos e as empresas.
“ Declarei, em Portugal, guerra à burocracia ”, garantiu o primeiro-ministro, depois de defender que está em curso um “amplo” processo de reforma do Estado.
Perante os investidores, Montenegro associou a reforma do Estado à trajetória fiscal, seguida pelo Executivo, destacando a redução dos impostos sobre os rendimentos das pessoas e sobre as empresas.
"Declarei, em Portugal, guerra à burocracia.” Luís Montenegro Primeiro-ministro e Presidente do PSD.
A mensagem surgiu integrada num discurso de promoção de Portugal enquanto destino para o capital norte-americano.
“ A principal mensagem que gostaria de partilhar convosco hoje é que Portugal está inteiramente aberto aos vossos investimentos e aos vossos negócios”, disse.
O primeiro-ministro procurou ainda apresentar a estabilidade do país como uma vantagem para quem pretende investir.
“Somos um dos países mais seguros do mundo, com estabilidade política, financeira e social”, defendeu, recordando que “ Portugal foi considerado a economia do ano em 2025 pela The Economist” .
“Não como resultado de uma única conquista, mas como reconhecimento do nosso trabalho contínuo em várias frentes, como a consolidação das nossas finanças públicas”, disse.
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