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Economia

Governo admite comprar até 5% do BCP para travar entrada de acionistas espanhóis

ECO ·
Governo admite comprar até 5% do BCP para travar entrada de acionistas espanhóis

O Governo admite adquirir uma participação minoritária inferior a 5% no BCP, aproveitando uma eventual saída da Fosun, que detém 20,45% do banco, avança o Expresso . O objetivo passa por preservar o caráter estratégico da instituição e evitar que a posição do grupo chinês seja adquirida por bancos ou entidades espanholas , reforçando a presença de capital nacional na banca portuguesa. A possibilidade surge após a entrada do Estado na REN , na qual comprou 13,7% do capital por 390 milhões de euros.

A Fosun tem admitido a possibilidade de alienar a sua participação no BCP, embora garanta que não existe, de momento, qualquer processo organizado de venda . O grupo liderado por Guo Guangchang, que entrou no banco em 2016, assegura manter um investimento estável, mas admite avaliar oportunidades futuras. A Sonangol, com 19,90%, e a Fosun, com 20,45%, são os dois maiores acionistas da instituição, cujo capital remanescente está maioritariamente disperso por investidores particulares e institucionais.

A eventual entrada do Estado enquadra-se na estratégia anunciada por Luís Montenegro de investir em empresas rentáveis consideradas estratégicas para a economia, através de um fundo soberano que ainda não foi criado. No setor bancário, o Executivo pretende também limitar uma maior exposição a capital estrangeiro, sobretudo espanhol, num mercado onde já operam grupos como Santander, BPI, Abanca, Bankinter e BBVA . O BCP, único banco cotado na bolsa portuguesa, tem defendido a solidez e rentabilidade do negócio, considerando que uma base acionista diversificada pode assegurar a sua estabilidade.

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