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Economia

Riscos no OE2027: Subida de juros levaria a défice, enquanto quebra na procura interna é maior ameaça ao crescimento

ECO ·
Riscos no OE2027: Subida de juros levaria a défice, enquanto quebra na procura interna é maior ameaça ao crescimento

O cenário base inscrito pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para 2027 entregue ao Parlamento esta quinta-feira “incorpora o choque associado ao conflito no Médio Oriente e pressupõe a manutenção de preços elevados até ao final do ano”.

No contexto da análise de sensibilidade, um dos choques simulados pelo Ministério das Finanças é de um aumento de 20% no preço do petróleo face ao cenário base de um barril de Brent a 86,7 dólares, e a conclusão é, naturalmente, negativa: um impacto de 0,1 pontos percentuais no crescimento real do PIB, embora com impacto residual no saldo das administrações públicas.

O Ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento pinta, no entanto, quadros mais punitivos nas simulações de três outros eventuais choques .

O cenário que mais castigaria a expansão económica — prevista em 2,1% em 2027 — seria a redução do crescimento da procura interna em um ponto percentual (pp).

Governo prevê crescimento de 2,3% este ano e 2,1% em 2027 Ler Mais “ Devido ao impacto de um aumento da incerteza nas decisões de consumo e investimento, teria um impacto negativo de 0,6 pp no crescimento real do PIB “, lê-se na secção do relatório do OE2027 dedicado à análise de sensibilidade.

“O menor dinamismo do consumo privado e do investimento seria parcialmente compensado pelo abrandamento das importações, com um impacto residual no deflator do consumo privado”.

A contração das importações traduzir-se-ia numa melhoria no saldo da balança de bens e serviços em 0,5 pp do PIB e na capacidade de financiamento da economia face ao exterior em 0,5 pp do PIB, adiantou.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego aumentaria 0,2 pp, enquanto o saldo orçamental das Administrações Públicas — previsto como um excedente de 0,1% do PIB no cenário base — diminuiria 0,2 pp , “essencialmente devido à redução da receita fiscal e ao aumento das despesas com prestações sociais”.

O rácio da dívida pública, em percentagem do PIB, aumentaria 0,7 pp, resultado de um menor crescimento do PIB nominal.

Aumento da despesa de juros ameaça excedente Do ponto de vista do saldo das administrações públicas, o eventual choque com maior impacto seria um aumento de dois pp nas taxas de juro de curto prazo em 2027, face ao assumido no cenário base, que é de uma taxa Euribor a três meses de 3,4% (2,5% em 2026).

“Reduziria o crescimento real do PIB em cerca de 0,2 pp, um efeito que resultaria sobretudo do menor crescimento do investimento (-0,9 pp) e do consumo privado (-0,3 pp), penalizados pelo aumento dos custos de financiamento e pela redução do rendimento disponível, sendo parcialmente compensado pelo abrandamento das importações”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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