Quinze anos após Troika, rating de Portugal sobe em agências
Quinze anos após solicitar assistência financeira internacional, Portugal deixou de ser um dos países mais afetados pela crise da dívida da zona do euro para receber a classificação “A+” da Fitch, mostrando a recuperação da confiança dos mercados.
O país, que em 2011 precisou recorrer ao resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, apresenta agora contas públicas mais equilibradas e um rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto (PIB) em trajetória de queda. Esta evolução melhorou as condições de financiamento e reforçou a credibilidade externa.
A Fitch subiu o rating de Portugal de “A” para “A+” , com outlook (perspetiva) estável, em 4 de setembro.
O Ministério das Finanças destacou, numa nota de reação, que, se considerarmos “as subidas promovidas pela S&P (uma em fevereiro de 2025 de “A-” para “A” e outra em agosto de 2025 de “A” para “A+”), esta é já a quarta revisão de rating que o país regista nos últimos dois anos “.
A elevação da nota de crédito soberano de Portugal insere-se numa transformação mais ampla das economias do sul da Europa que estiveram no centro da crise do euro e que agora, em alguns casos, financiam-se em condições mais favoráveis do que países tradicionalmente considerados mais sólidos.
Portugal apresenta, assim, uma posição perante os investidores radicalmente diferente daquela que tinha durante o resgate.
O economista Ricardo Ferraz salienta à Lusa: “desde a entrada da Troika em Portugal e desde o tempo do governo de Pedro Passos Coelho, depois do de António Costa e agora mais recentemente de Luís Montenegro, o que temos visto é uma grande preocupação, e bem, com a questão do equilíbrio das finanças públicas”.
“Desde a entrada da Troika, em que pegou parte de um défice muito significativo, acima de 11% do PIB, esse défice foi sendo reduzido até finalmente conseguirmos obter um excedente já em 2019.
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