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Economia

“Temos que integrar meios robotizados na Marinha para controlar o nosso espaço marítimo”

ECO ·
“Temos que integrar meios robotizados na Marinha para controlar o nosso espaço marítimo”

A Marinha Portuguesa está a acelerar a incorporação de novas tecnologias para responder a um espaço marítimo cada vez mais difícil de controlar apenas com meios convencionais .

É esse um dos principais objetivos do REPMUS, exercício internacional de experimentação que reúne em Portugal mais de 30 marinhas aliadas, empresas, universidades e centros de investigação para testar e validar sistemas não tripulados e outras tecnologias emergentes.

“ Temos que incorporar urgentemente novas tecnologias, muitas delas tecnologias emergentes e disruptivas.

Queremos continuar a evoluir para preencher outros espaços debaixo de água e cada vez mais profundos, à superfície cada vez em maior número e meios aéreos cada vez mais longínquos ”, explica o comandante da Armada Luís Quaresma dos Santos em entrevista ao ECO/eRadar, durante o REPMUS, a realizar-se em Troia até 25 de setembro.

O capitão-de-fragata defende que a experimentação permite testar sistemas em ambientes realistas antes de serem tomadas decisões de aquisição e integração, garantindo que estas tecnologias conseguem operar de forma conjunta com os sistemas utilizados por outras marinhas.

Há 25 empresas nacionais a testar tecnologia com a Marinha Ler Mais A dimensão marítima de Portugal torna esta transformação particularmente relevante.

A extensão do espaço entre o continente e os arquipélagos , incluindo as responsabilidades nacionais de busca e salvamento e compromissos com a NATO, torna “impossível controlar com meios convencionais” toda a área .

A resposta passa por “integrar meios robotizados que consigam multiplicar a capacidade” da Marinha, colocando sensores e sistemas não tripulados numa área que seria impossível cobrir apenas com navios e aeronaves tripulados.

A Marinha quer aproveitar o REPMUS para identificar tecnologias portuguesas que possam responder às necessidades futuras e pretende que sistemas autónomos desenvolvidos em Portugal possam vir a ser integrados nas novas capacidades navais.

“ A prioridade é soberania tecnológica nacional ”, sublinha o comandante.

Comandante da Armada Luís Quaresma dos Santos.

Luís Ribeiro/ECO Qual o principal objetivo do exercício REPMUS? O principal objetivo é promover a transformação tecnológica da própria Marinha.

Nós sabemos que o contexto atual obriga a acelerar estes ciclos de transformação.

Temos que incorporar urgentemente novas tecnologias, muitas delas tecnologias emergentes e disruptivas , e precisamos de ter oportunidades de colocar à prova essa mesma tecnologia, experimentá-la, testá-la, validá-la e ajudar nas nossas tomadas de decisão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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