Quem manda na praça?
A decisão de acabar com o acampamento no Porto foi justificada, mas a força usada exige escrutínio. A resposta à habitação exige um plano de choque para por no mercado as casas fechadas.
E, de repente, o Porto teve a sua versão de Madrid, com tendas numa praça, assembleias populares e uma mobilização que juntava à habitação uma agenda ideológica bastante mais vasta (e que desapareceu ao longo dos dias por taticismo politico). A inspiração espanhola era assumida pelos organizadores, logo no primeiro dia, uma manifestante ouvida pela Lusa exigia que Portugal cortasse relações com Israel, entre queixas sobre as rendas e os combustíveis. A habitação era a causa imediata, mas o protesto trazia outras bandeiras desde o início.
O protesto começou no dia 10, as autoridades retiraram as tendas no dia 12 e, no dia 14, uma assembleia decidiu voltar a montá-las. Os participantes tinham continuado a manifestar-se entretanto, pelo…
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.