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Economia

FMI: Muitos países têm dívida excessiva e bancos centrais devem priorizar

Notícias ao Minuto - Economia ·
FMI: Muitos países têm dívida excessiva e bancos centrais devem priorizar

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, insistiu hoje que "demasiados países têm uma dívida excessiva" e instou os bancos centrais a darem prioridade à estabilidade dos preços.

Georgieva falava numa das sessões abertas das reuniões anuais de 2026 do FMI e do Banco Mundial (BM), que decorre desde segunda-feira em Banguecoque e que tem sido marcada por apelos a ajustamentos orçamentais face à elevada dívida e aos limites de um crescimento económico desigual e inflacionado pelos investimentos em inteligência artificial (IA).

"Os países ricos são os principais infratores", sublinhou a diretora do FMI, salientando que "nenhum crescimento económico" pode reverter a pressão inflacionista "sem esforço fiscal", numa alusão indireta aos Estados Unidos.

Kristalina Georgieva referiu ainda que "a IA também aumenta a inflação a curto prazo", sendo que "ainda falta saber em que medida o fará no futuro e com que rapidez".

No seu relatório sobre as perspetivas económicas mundiais, divulgado na terça-feira a partir de Banguecoque, o FMI reviu em alta a sua previsão para 2026, para 3,1% (mais uma décima do que o previsto anteriormente), impulsionada pelo investimento em IA, que atenua o impacto dos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia.

As projeções do novo relatório elevam a taxa de inflação mundial para 4,7% em 2026, embora se espere uma melhoria em 2027, para 4,1%.

"Os bancos centrais devem prestar atenção à estabilidade dos preços", insistiu hoje Georgieva, sublinhando que "taxas de juro elevadas hoje são melhores do que ficar para trás e ter de redobrar a aposta no futuro".

"A realidade incontornável é que preservar a estabilidade exige consolidação orçamental nos países com maior endividamento", acrescentou.

Na nova edição do relatório sobre fiscalidade publicado na quarta-feira, o FMI alertou que o encarecimento do financiamento de muitas grandes economias exige um maior esforço orçamental para estabilizar esses passivos e reduz as margens para investir, sustentar a despesa social e responder a futuras crises.

O aumento dos custos de financiamento agrava as pressões sobre as contas públicas de muitas economias desenvolvidas, indica o texto, que salienta que a rendibilidade média das obrigações soberanas a 10 anos dos países do G7 (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, EUA, Canadá e Japão) aumentou mais de um ponto percentual entre fevereiro e setembro, atingindo o seu nível mais elevado em quase duas décadas.

Este aumento ocorre num contexto em que se prevê que a dívida pública mundial atinja 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030, um nível que não era previsto desde o período pós-segunda Guerra Mundial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.

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