Carro a gasóleo? Prepare a carteira: As previsões para os combustíveis
A próxima semana deverá trazer um comportamento misto dos preços dos combustíveis. O gasóleo deverá encarecer 4,5 cêntimos na próxima semana , enquanto a gasolina ficará 1,5 cêntimos mais barata , divulgou esta sexta-feira o Automóvel Club de Portugal (ACP).
"Caso se confirmem as previsões para a próxima semana, o preço médio do diesel vai aumentar para 2,189 euros por litro e a gasolina vai descer para os 2,10 euros por litro", adianta o ACP, numa nota publicada no seu site.
Isto numa altura em que, de acordo com a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio do litro do gasóleo custa 2,144 euros e o preço médio da gasolina totaliza 2,116 euros.
"Esta previsão consiste em valores médios tendo como base os preços da matéria-prima no fecho dos mercados da última quinta-feira. Ou seja, havendo oscilações nas cotações do crude e dos combustíveis até ao final desta sexta-feira, poderá ocorrer alguma variação de preços face ao previsto", sublinha o ACP.
Mais: "Pode ainda encontrar postos de combustível com variações de preços diferentes, uma vez que este setor, e consequentemente a sua política de preços, está liberalizado".
O primeiro-ministro acusou, na quinta-feira, os Estados Unidos de incoerência ao fazerem um acordo sobre o gasóleo com a Rússia e afirmou que não vai ter "nenhuma consequência positiva" a nível de preços ou da guerra na Ucrânia.
"Aquilo que foi anunciado pelos Estados Unidos, do nosso ponto de vista, não corresponde a um exercício consequente e coerente da resolução desta matéria", criticou Luís Montenegro em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Bruxelas.
Para o chefe do executivo, o acordo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre gasóleo "não corresponde a um exercício consequente e coerente" para responder ao aumento dos preços da energia.
"Em primeiro lugar, não é consequente porque é consabido que o acordo proposto, estabelecido com a Federação Russa, não vai resolver o problema do preço dos combustíveis e mesmo a disponibilidade que esse acordo permite em termos de gasóleo não resolve o assunto por mais de escassos dias", afirmou.
Por outro lado, Montenegro considerou que o acordo não é coerente "porque dá um sinal errado relativamente ao apoio da agressão da Rússia face à Ucrânia".
"Esta novidade não traz nenhuma consequência positiva e é um sinal incoerente face àquilo que nós devemos fazer para pressionar a Rússia a poder contribuir para a obtenção de uma paz justa e duradoura para a Ucrânia", sustentou.
Interrogado se concorda com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando fala numa traição de Donald Trump, o primeiro-ministro recusou "escalar a linguagem".
"Vou apenas dizer que tenho feito um apelo: (…) nós precisamos de uma intervenção que seja, do ponto de vista diplomático, eficaz para suster este aumento do preço dos combustíveis, que é absurdo, é insensato, atinge todos", reiterou.
Interrogado se concorda com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando fala numa traição de Donald Trump, o primeiro-ministro recusou "escalar a linguagem".
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