PJ. Juiz quer informações do inquérito a Carlos Cabreiro
O juiz responsável pelo julgamento da inspetora da Polícia Judiciária (PJ) Aida Freitas decidiu adiar a sessão desta sexta-feira por querer contar com informações da investigação ao diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro , na sequência das diligências desencadeadas em setembro pelo Ministério Público (MP) no âmbito desse inquérito.
A sessão desta sexta-feira deveria contar com a audição de inspetores ligados à investigação do caso de Rui Pinto. A chamada desses elementos a tribunal surgiu após a revelação de documentos que poderão ter relevo no apuramento da verdade sobre o que realmente aconteceu na operação de vigilância de outubro de 2015, que acompanhou o encontro entre o advogado Aníbal Pinto e os representantes do fundo de investimento Doyen, Nélio Lucas e Pedro Henriques, e que terá sido instrumental para a descoberta da identidade de Rui Pinto como o hacker por detrás do Football Leaks. O juiz André Santos tinha ordenado ainda a PJ a fornecer a documentação relacionada com essas informações e a esclarecer por que razão não o tinha feito antes.
Face às diligências do MP e aos dados entretanto apresentados pela PJ — que terão sido limitados pela investigação recentemente desencadeada a Carlos Cabreiro, na sequência da queixa que foi apresentada por alegado abuso de poder e falsas declarações. —, o juiz quer agora ter tempo para analisar as últimas informações.
Computador de Cabreiro alvo de buscas. Denunciante com telemóvel apreendido e computador investigado
“Atenta a informação remetida aos autos pela Polícia Judiciária em 8-10-2026, resulta da mesma que, no âmbito do processo (…), foram apreendidos documentos com interesse para os presentes autos, tendo sido essa a razão aduzida pela Polícia Judiciária para não dar integral cumprimento ao determinado pelo Tribunal”, referiu o magistrado, segundo o despacho a que o Observador teve acesso.
Nesse sentido, por entender “relevante para a boa decisão da causa”, o juiz André Santos pediu ao MP para enviar “ certidão onde constem o(s) auto(s) de busca realizados no dia 23-09-2026 , bem assim como os documentos identificados no referido ofício da Polícia Judiciária como tendo sido apreendidos no decurso daquelas e que informe ainda o Ministério Público se, no decurso das buscas realizadas, apreendeu algum suporte no qual conste ficheiro de áudio captado”.
A somar a estas informações, o juiz do julgamento da inspetora Aida Freitas quer também que o MP informe se foram ou não apreendidos “outros meios de prova – direta ou indiretamente – relacionados com a eventual captação de som no âmbito da reunião havida no ano de 2015 entre Aníbal Pinto, Pedro Henriques e Nélio Lucas”. Caso estas supostas provas tenham sido apreendidas nas diligências do inquérito contra Carlos Cabreiro (que não foi então constituído arguido), o MP deve remeter ainda uma certidão com esses elementos ao tribunal.
Perante o tempo necessário para a recolha e análise destes dados, o julgamento só será retomado no próximo dia 20 de novembro .
Caso Aida Freitas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.