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Economia

Crédito às empresas fica mais caro pelo quarto mês consecutivo: o que muda para empresas

Jornal Económico ·
Crédito às empresas fica mais caro pelo quarto mês consecutivo: o que muda para empresas

Em junho, a taxa média dos novos empréstimos às empresas atingiu 4,08%, mais 0,16 pontos percentuais do que em maio.

O aumento foi transversal aos diferentes montantes de financiamento.

Nos empréstimos até 1 milhão de euros, a taxa média situou-se nos 4,15%, enquanto nos financiamentos superiores a 1 milhão de euros chegou aos 4,02%, com este último segmento a registar uma subida mensal mais expressiva.

Ao mesmo tempo, o volume de novo crédito concedido não diminuiu.

Pelo contrário: aumentou 483 milhões de euros face a maio, para um total de 3.038 milhões de euros.

Os dados mostram, assim, uma realidade aparentemente contraditória: as empresas continuam a procurar financiamento, mesmo num contexto em que esse financiamento está mais caro.

Construção e imobiliário entre os setores mais pressionados A subida do custo do crédito também tem impacto diferenciado consoante o setor de atividade.

Na construção e no imobiliário , a taxa média atingiu os 4,00% , registando uma subida de 0,31 pontos percentuais no trimestre.

Trata-se da maior subida sectorial identificada nos dados de junho.

Para empresas com elevados níveis de investimento, necessidades permanentes de tesouraria ou projetos dependentes de financiamento bancário, uma alteração desta dimensão pode representar um aumento relevante dos encargos financeiros.

O que devem fazer as empresas? Num cenário de subida sustentada das taxas, a gestão do financiamento deve deixar de ser uma questão meramente financeira e passar a integrar o planeamento estratégico da empresa.

Empresas com crédito a taxa variável devem avaliar o impacto que uma eventual subida adicional poderá ter nas prestações e nos custos financeiros.

A revisão das condições contratadas e a comparação com alternativas de financiamento podem ajudar a reduzir riscos.

Empresas com estruturas de capital mais pesadas devem também antecipar eventuais necessidades de renegociação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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