Jovens dividem-se entre Lula e Flávio Bolsonaro a uma semana da segunda volta das eleições no Brasil
A polarização política no Brasil também se faz sentir nas universidades. A CNN Portugal acompanhou uma manifestação de estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em apoio a Flávio Bolsonaro, que terminou num confronto verbal com jovens apoiantes de Lula da Silva. Não houve agressões físicas, mas os ânimos exaltaram-se e os manifestantes trocaram palavras de ordem. “Recua, fascista, recua”, gritaram os apoiantes do atual presidente brasileiro, num episódio que ilustra a divisão entre os mais jovens nesta campanha eleitoral.
Na última semana, o Rio de Janeiro foi também palco de manifestações de apoio a Lula da Silva, incluindo uma grande passeata em Copacabana. Otávio Faria, do movimento Cena Nacional, afirmou que os participantes pretendiam transmitir “uma mensagem para o povo brasileiro de esperança” e confiança nas instituições democráticas do país.
O voto dos jovens assume particular importância nesta segunda volta. Na primeira ronda eleitoral, 14,9 milhões de eleitores entre os 16 e os 24 anos foram votar. Um segmento do eleitorado que tem estado no centro das estratégias de campanha dos dois candidatos.
Com as sondagens a indicarem alterações nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro garantiu que respeitará o resultado eleitoral, independentemente do desfecho. Numa entrevista à TV Globo, na sexta-feira, o candidato afirmou estar convencido de que os brasileiros já tinham escolhido a mudança, invocando o resultado da primeira volta. A entrevista coincidiu com um “panelaço” — uma forma de protesto em que os participantes batem em panelas e outros utensílios — em várias cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, em Niterói e em São Paulo, manifestantes fizeram ouvir a sua oposição à candidatura de Flávio Bolsonaro. Entre os participantes, as críticas centraram-se nas políticas públicas e na defesa dos trabalhadores. “Sou contra o Flávio Bolsonaro porque é uma pessoa totalmente contra as políticas públicas que priorizam os trabalhadores”, afirmou Lucas Morais, funcionário público. Sandra Fierro, psicóloga, disse ter participado no protesto para “exorcizar essas sombras” e para que os brasileiros pudessem voltar a sorrir e a ser felizes. Já Claudia Brito, investigadora, apelou à mobilização eleitoral: “A gente precisa virar o voto, vamos votar em Lula.”
Os brasileiros regressam às urnas a 25 de outubro, numa segunda volta que opõe Lula da Silva a Flávio Bolsonaro. A uma semana da votação, os dois candidatos intensificam os esforços para conquistar eleitores, com o primeiro debate entre ambos previsto para este domingo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.