Porque prompt não é estratégia
Saber escrever bons prompts é útil, mas não é uma estratégia de IA.
O prompt engineering melhora a forma como trabalhamos com modelos generativos.
Obriga-nos a explicitar objetivos, fornecer contexto, definir critérios e pensar melhor sobre aquilo que estamos a pedir.
É uma competência que vale a pena desenvolver e que continuará a ser relevante.
Mas convém perceber até onde ela nos leva.
Uma empresa pode formar centenas de pessoas em prompt engineering e continuar a trabalhar praticamente da mesma maneira.
Os emails ficam melhores.
As pesquisas demoram menos.
As apresentações aparecem mais depressa.
Os documentos começam com uma primeira versão mais aceitável.
Tudo isto tem valor e produz ganhos reais de produtividade.
No entanto, produtividade e transformação não são sinónimos.
Se um processo tem sete etapas desnecessárias, usar IA em três delas não resolve o problema.
Se produzimos um relatório que ninguém usa, passar de três horas para vinte minutos a produzi-lo é uma melhoria bastante relativa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.