Álvaro encomenda retratos de Carlos Costa e Mário Centeno
Carlos Costa já tem o seu retrato no Banco de Portugal, que já encomendou uma pintura de Mário Centeno.
Carlos Costa deixou a liderança do Banco de Portugal em 2020, mas nunca chegou a ter um retrato oficial, ao contrário de antigos governadores do banco central.
A tradição foi agora retomada com Álvaro Santos Pereira no comando da instituição.
Que também já encomendou uma pintura para o seu antecessor, Mário Centeno.
As duas obras vão custar cerca de 15 mil euros.
A tradição remonta a 1969 , ainda o Banco de Portugal tinha capitais privados — foi privatizado em 1974 — e era liderado por António Pinto Barbosa.
Nesse ano foram encomendadas obras para os primeiros governadores do banco até essa altura, num total de seis, conforme revela o banco no seu site.
Pinto Barbosa viria a ser retratado por Henrique Medina em 1975, um ano depois de ter abandonado as funções de governador.
Governador alérgico a compadrios e de caneta afiada Ler Mais Desde então a prática manteve-se até António de Sousa, que foi governador entre 1994 e 2000, e cujo retrato foi pintado por Pinheiro Santa Maria em 2001.
Seguiu-se Vítor Constâncio, que governou o banco até 2010, mas não teve direito a desenho, pois já tinha tido retrato após a primeira passagem entre 1985 e 1986.
Quando saiu do banco em 2020, tendo sido sucedido por Mário Centeno, Carlos Costa já não teve um retrato.
Até agora.
O banco retomou essa tradição com quase 60 anos — prática que não é exclusiva do Banco de Portugal, outros bancos centrais também o fazem.
E, sob a liderança de Álvaro Santos Pereira, que tomou posse em outubro do ano passado, não só encomendou a pintura de Carlos Costa – da autoria da pintora Carolina Piteira e que já se encontra finalizada – como também já pediu um retrato de Mário Centeno, que será da responsabilidade do artista plástico Abel Mota.
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