MSC lança linha para servir megaprojetos moçambicanos de gás
N uma informação da empresa consultada hoje pela Lusa, a Mediterranean Shipping Company (MSC) anuncia o lançamento do serviço Afungi Shuttle, uma ligação costeira dedicada entre Afungi e os portos de Nacala, no norte, e Maputo, no sul, destinada a apoiar a movimentação de mercadorias para os projetos de desenvolvimento de gás natural no norte de Moçambique.
Fundada em 1970 e sediada em Genebra, a MSC é atualmente a maior companhia mundial de transporte marítimo de contentores, operando uma frota próxima de mil navios e ligações regulares aos principais mercados internacionais.
Na altura, representantes do setor privado local manifestaram receio de que as restrições afastassem empresas sediadas no interior da província, numa região afetada desde outubro de 2017 por ataques armados reivindicados por grupos associados ao Estado Islâmico, conflito que provocou mais de 6.600 mortos e mais de um milhão de deslocados.
Segundo a MSC, o Afungi Shuttle foi desenvolvido para facilitar o transporte de materiais de construção, maquinaria, equipamentos industriais, peças sobressalentes e outras mercadorias necessárias ao desenvolvimento do projeto de gás natural liquefeito (GNL) de Afungi, a norte de Palma, atualmente acessível apenas por via marítima e aérea.
A operação contempla rotações dedicadas Nacala-Afungi-Nacala (província de Nampula) e Maputo-Afungi-Maputo, reforçando a ligação logística entre o extremo norte de Cabo Delgado e os principais portos moçambicanos.
A transportadora acrescenta que o serviço permitirá integrar Afungi na sua rede global de navegação, ligando o norte de Moçambique a rotas comerciais que servem a Europa, Mediterrâneo, América, Ásia, Médio oriente e África austral.
O lançamento ocorre após o levantamento da cláusula de força maior do projeto Mozambique LNG, liderado pela francesa TotalEnergies, cuja retoma operacional foi assinalada oficialmente em Afungi, em janeiro deste ano, quase cinco anos depois da suspensão das atividades devido aos ataques armados em Palma e arredores.
Em fevereiro, a TotalEnergies e a ExxonMobil avançaram também com um concurso conjunto para contratação de sete embarcações e rebocadores destinados às operações marítimas de apoio aos projetos das Áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma.
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