Braza abre 2 novos restaurantes em 2026 (e não fica por aqui): Saiba onde
F undada em novembro de 2021 com um conceito "de churrasco inspirado na tradição brasileira, adaptado ao mercado nacional", a rede Braza tem duas novas aberturas previstas ainda para este ano: no Almada Forum, em outubro, e no Parque Nascente, em novembro .
Desde a sua fundação, e incluindo as duas aberturas agendadas para 2026, o grupo diz ter investido cerca de seis milhões de euros.
A empresa não divulga, questionada pela Lusa, os valores absolutos de faturação e de resultado líquido, mas avança ter registado um crescimento de 150% nas vendas em 2025 face a 2024, prevendo encerrar 2026 com um novo crescimento de 80% em relação ao ano anterior.
Nos planos do Braza está também aumentar o número de colaboradores dos atuais cerca de 150 para 180 até ao final deste ano , com a entrada em funcionamento das novas unidades.
No atual mês de agosto, a empresa estima servir mais de 100.000 clientes nos 11 restaurantes que tem em operação no Porto (Mercado Bom Sucesso, Via Catarina e NorteShopping), São João da Madeira (Centro Comercial 8.ª Avenida), Maia (Maia Shopping), Braga (Braga Parque), Guimarães (Espaço Guimarães), Coimbra (Alma Shopping), Lisboa (Atrium Saldanha), Amadora (UBBO) e Vila do conde (Vila do Conde Fashion Outlet).
Apontando a escassez de profissionais como um dos grandes problemas no setor da restauração, o Braza destaca ter vindo a reforçar a aposta na gestão de pessoas, através de "planos de carreira, formação contínua, desenvolvimento de lideranças e processos de integração mais estruturados".
"Durante muitos anos, a prioridade foi preencher vagas. Hoje percebemos que o verdadeiro desafio é criar condições para que os colaboradores queiram construir uma carreira connosco. A estabilidade das equipas tem impacto direto na qualidade do serviço e na sustentabilidade do negócio", afirma o sócio fundador e diretor de operações da cadeia de restauração, José Luiz Penha.
Assim, a empresa realizou, nos últimos dois anos, 91 promoções internas, envolvendo 52 profissionais, tendo no último ano cada colaborador recebido mais de 60 horas de formação, entre componentes teóricas e práticas.
José Luiz Penha salienta que os resultados desta aposta "começam também a refletir-se na retenção" de mão de obra: Segundo dados internos da empresa, o 'turnover' (taxa de rotatividade de colaboradores) registou uma redução de 7,29 pontos percentuais, equivalente a uma queda relativa de 11,3%.
Em 2024, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) estimou existir um défice de cerca de 40.000 trabalhadores na hotelaria e restauração no país, com 45% das empresas participantes num inquérito da associação a afirmar não ter trabalhadores suficientes para garantir a melhor qualidade do serviço, sobretudo nas funções de empregado de mesa e balcão (76%) e de cozinha (64%).
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