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Atenção às poupanças! Certificados de aforro devem atingir taxa máxima

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Atenção às poupanças! Certificados de aforro devem atingir taxa máxima

O s certificados de aforro devem atingir a taxa máxima prevista na lei já no próximo mês. Significa isto que a rentabilidade destes produtos vai subir para 2,5%, à boleia da valorização das Euribor a 3 meses .

Na segunda-feira, recorde-se , a taxa Euribor voltou a subir a três meses face a sexta-feira, continuando em máximos desde 2025.

Ora, no prazo mais curto, a adição de 0,013 pontos aos 2,524% de sexta-feira para 2,537%, levaram a Euribor a três meses a apresentar o valor mais alto desde março de 2025.

Além disso, esta taxa tem estado a ser fixada consecutivamente acima dos 2,5% desde o dia 14, altura em que começou o período de cálculo da taxa base para setembro .

A taxa Euribor voltou hoje a subir a três e a seis face a sexta-feira, continuando em máximos desde março de 2025 e novembro de 2024, respetivamente, tendo baixado a 12 meses.

O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em julho, pelo 22.º mês consecutivo, e atingiu os 43.851 milhões de euros, num crescimento homólogo de 14,7%, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Este é o valor mais alto investido em certificados de aforro (CA) desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representa uma aceleração face ao crescimento homólogo de 13,9% registado em junho.

Em termos nominais, havia no final de maio deste ano mais 5.629 milhões de euros aplicados em CA que no mesmo mês de 2025 e mais 768 milhões de euros que em junho.

Julho foi, assim, o 22.º mês consecutivo de subida do valor global em certificados de aforro.

Após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização ('série E') foi substituída pela 'série F', com uma taxa de juro mais baixa.

Ainda assim, os investidores voltaram a optar por este instrumento, que mais que compensaram o desinvestimento em certificados do tesouro (CT), que recuaram em julho para 6.532 milhões de euros, menos 28 milhões de euros que em junho e uma quebra de 24,5% (-2.125 milhões de euros) em termos homólogos.

O valor investido em CT, agora no valor mais baixo desde janeiro de 2015, tem descido de forma consecutiva desde outubro de 2021, quando atingiu um máximo de 17.865 milhões de euros.

Segundo os dados estatísticos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública -- IGCP mais recentes, referentes a junho, as emissões de novos CT foram, nesse mês, de cinco milhões de euros, enquanto as saídas (resgates) totalizaram 196 milhões de euros.

A taxa de juro do primeiro ano é de 2,35%, subindo para 2,45% no segundo e terceiro, para 2,65% no quarto e quinto, para 2,75% no sexto e sétimo, para 2,85% no oitavo e novo e, por fim, para 3,35% no décimo e último.

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