OE2027: PSD e CDS-PP elogiam “contas sólidas” e defendem opção de “aumentar rendimento dos portugueses”
O PSD e o CDS-PP elogiaram as “contas sólidas e justas” da proposta orçamental do Governo para 2027 e defenderam a opção da AD de aumentar o rendimento dos portugueses através das várias descidas do IRS.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, apontou uma diferença fundamental entre as opções do executivo da AD e a que seria a dos principais partidos da oposição.
“O PS e o Chega acham que toda a folga orçamental do Estado devia ser direcionada para diminuir o preço dos combustíveis.
Isso poderia levar a que todas as semanas isso acontecesse e levar o país alegremente, como já aconteceu, à bancarrota”, considerou.
O dirigente social-democrata questionou até se seria justo para quem não tem ou não pode ter carro soubesse que o Estado estava “a canalizar todos os seus recursos para diminuir o preço dos combustíveis”.
“Eu não acho que seja justo.
É preciso dizer aos portugueses de forma muito clara que as nossas políticas são precisamente dar rendimento às pessoas para que elas possam fazer as suas opções”, afirmou.
Hugo Soares aproveitou para responder às críticas do antigo ministro das Finanças do PS Mário Centeno às contas do executivo AD, acusando-o de, quando foi governador do Banco de Portugal, ter falhado muitas das suas previsões em relação ao atual Governo.
“Eu creio que o professor Centeno tem demonstrado que precisa mesmo de mudar de livros porque as lições que tem dado estão completamente erradas”, disse.
Também o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, elogiou o documento hoje apresentado pelo ministro das Finanças.
“Este é um orçamento que é certo e é o orçamento que o país precisa para este momento”, disse, avisando que “a última coisa de que o país precisaria era de uma crise política” provocada por um eventual chumbo do documento, que deverá ser viabilizado pela anunciada abstenção do PS.
Hugo Soares fez questão de elogiar a “tranquilidade e previsibilidade” que os executivos liderados por Luís Montenegro trouxeram ao processo orçamental acabando com a “lufa-lufa de última hora”, com a entrega do documento até antes da data limite de 10 de outubro.
“Do ponto de vista dos grandes números para o ano 2027, o país, as portuguesas e os portugueses, estão efetivamente de parabéns”, disse, destacando o crescimento previsto acima da média da zona euro ou a redução da dívida para menos de 85%.
O líder parlamentar do PSD saudou a “trajetória de contas sólidas, de contas justas” e que o documento preveja mais um excedente orçamental para 2027, mesmo com o anúncio “pela sexta vez em dois anos” da descida do IRS.
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