O plano para o Benfica que impressionou Harvard
Os resultados financeiros dos clubes portugueses, nomeadamente do Benfica, andam ao sabor de fatores incontroláveis ou que penalizam a capacidade de competir desportivamente, forçando a venda de jogadores importantes.
Onde estará então o caminho para os tornar mais resilientes financeiramente, de forma a aproximá-los dos clubes mais fortes das principais ligas? Este foi o ponto de partida do trabalho final que Mauro Xavier apresentou no âmbito do programa de formação Advanced Management Program, na universidade de Harvard, no âmbito do Leadership Impact Project.
“Para além das Grandes Cinco: Como o Benfica pode construir um modelo de negócios escalável, liderado por identidade, e criar uma trajetória de receitas credível a caminho do top 10 no futebol europeu” é o nome deste paper, que nasceu da conjugação de alguns fatores.
Mauro Xavier ouviu pela primeira vez falar deste programa quando António Horta Osório se lhe referiu publicamente, e ficou sempre com a vontade de o completar.
Durante três meses, pôde parar e dedicar-se a um tema ao qual já tinha dedicado um livro.
“Uma das componentes desse programa tinha a ver com a construção da criação de uma estratégia ou para um negócio fictício ou para um negócio existente, onde nós quiséssemos aplicar os conhecimentos que fomos retirando ao longo do programa de passar para alguma coisa disruptiva”, explicou ao ECO.
“É aqui que surge o que eu entendi que poderia juntar o melhor dos dois mundos, ou seja, juntar aquilo que fossem critérios de gestão àquilo que é uma paixão, e escolhi olhar um bocadinho sobre aquilo que é o negócio e a indústria do futebol e ver como é que um clube fora das cinco maiores ligas pode competir com a ambição de tentar ser um dos dez clubes com mais receitas ”, acrescentou.
“O Mauro fez um Leadership Impact Project e eu fui o seu mentor para este projeto na Harvard Business School.
Fez uma grande análise do panorama do futebol europeu e encontrou formas criativas de reforçar um clube de futebol competitivo em Portugal, ainda que o mercado seja mais pequeno que os tradicionais cinco maiores mercados”, explica ao ECO Krishna Palepu, o professor que acompanhou Xavier na escola americana.
O gestor e consultor partiu do top dos clubes com maiores receitas na época 2024/25, e no qual o Benfica conseguiu um lugar, na 19ª posição.
A questão é que essa posição se ficou a dever a fatores dificilmente controláveis e recorrentes, como a participação no mundial de clubes e o percurso na Liga dos Campeões.
Para Xavier, o desafio era encontrar áreas mais controláveis pelo próprio clube, e isso passa em grande medida pelo que acontece fora do campo.
Ele mostrou muita criatividade e potencial de liderança imaginativa no seu trabalho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.