Povo Livre, o ‘jornalismo’ sem “censura moderna”
Luís Montenegro tem sido, desde que assumiu as funções de primeiro-ministro, um dos políticos mais críticos da forma como os órgãos de comunicação social fazem o seu trabalho.
Em outubro de 2024, na apresentação do Plano de Ação Para a Comunicação Social, defendeu um jornalismo “mais tranquilo, menos ofegante” e criticou o que chamou de “perguntas sopradas” aos jornalistas.
Durante a campanha eleitoral de 2025, no contexto das notícias sobre a Spinumviva, acusou os órgãos de comunicação social de promover “ desinformação e manipulação de factos ”.
E, este mês, na Festa do Pontal, faz esta sexta-feira duas semanas, voltou ao tema, criticando aquilo que classificou como uma “ espécie de censura moderna” e a atenção dada às polémicas, aos pequenos incidentes e aos episódios, em detrimento do que considera ser mais relevante.
Os jornalistas contactados pelo ECO/+M para este artigo optaram por não comentar as palavras do primeiro-ministro, mas dois responsáveis de agências de comunicação não se furtam à análise, em muito coincidente.
Se o primeiro-ministro acha que a ação do Governo deveria ter mais impacto positivo nos media, então algo está a falhar na forma como está a comunicar.
E também na capacidade de gestão das sucessivas crises comunicacionais que têm atingido este Executivo.
Rodrigo Viana de Freitas CEO da Central de Informação Ora, “todos sabemos que o papel dos media não é valorizar a ação do Governo, mas sim escrutiná-la “, começa por referir Rodrigo Viana de Feitas, CEO da Central de Informação.
Ao criticar a comunicação social, defende o consultor, Luís Montenegro não está mais do que “ a assumir a fragilidade e ineficiência da sua estratégia de comunicação”.
“Se o primeiro-ministro acha que a ação do Governo deveria ter mais impacto positivo nos media, então algo está a falhar na forma como está a comunicar.
E também na capacidade de gestão das sucessivas crises comunicacionais que têm atingido este Executivo”, prossegue o consultor.
Já na opinião de João Tocha, Luís Montenegro, como qualquer outro dirigente partidário ou governante, tem toda a legitimidade para tecer críticas aos órgãos de comunicação social.
“ São uma tática da agenda política procurar condicionar e influenciar a agenda mediática” , concretiza o especialista em comunicação estratégica e marketing político, na opinião de quem, salvo em casos de erros graves e atentados à verdade cometidos por um jornalista, que requerem desmentidos, “ a tática não produz nenhum ganho de simpatia e eleitoral ”.
“É mais um tópico de discurso para aquecer as hostes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.