Tragédia no Nepal: 3 portugueses desaparecidos (2 irmãos). O que se sabe?
O s números de mortos e desaparecidos da enxurrada que atingiu a zona fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, na China, não param de subir.
Pelo menos 472 pessoas morreram e cerca de 1.400 continuam desaparecidas, de acordo com o último balanço provisório divulgado esta sexta-feira, 28 de agosto, pelas autoridades nepalesas.
Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros. Três dos quais portugueses.
Já um quarto português, dado como desaparecido na quarta-feira, foi encontrado a salvo ao início da tarde de ontem: "Encontra-se bem de saúde e em segurança, ainda na fronteira com o Tibete, mas aparentemente longe do sucedido", informou na quinta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Em declarações à RTP, Emídio de Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, acrescentou que o português encontrado com vida reside em França.
Apesar desta boa notícia, três outros português continuam desaparecidos, "um cidadão do sexo masculino e duas do sexo feminino", dois dos quais irmãos, confirmou, entretanto, ao Notícias ao Minuto a fonte diplomática.
"São dois irmãos. Um vive na Austrália e a mulher em Portugal", esclareceu Emídio de Sousa, acrescentando que a informação chegou através de uma amiga de ambos que vive também na Austrália.
Desconhece-se para já onde reside a outra mulher portuguesa que continua desaparecida, assim como as idades dos três.
Questionado pelo Notícias ao Minuto sobre se o Governo português espera mais notícia de portugueses desaparecidos nos próximos dias - dada a gravidade da tragédia e as dificuldades nas comunicações -, o governante referiu que "existe essa possibilidade", mas que essa é uma situação, neste momento, "puramente especulativa".
Já sobre o português localizado, Emídio de Sousa explicou que, dado que este português "reside em França", não estão previstos esforços do Governo para o trazer para Portugal.
Além dos quase 500 mortos e dos mais de 1.400 desaparecidos, há ainda 1.545 feridos resgatados. alguns dos quais graves. Dezenas de pessoas recebem tratamento médico na capital, Catmandu, de acordo com o balanço feito hoje pelas autoridades nepalesas.
Apesar da dimensão da tragédia, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, indicou que não está previsto, neste momento, o envio de equipas portuguesas para as operações de busca e salvamento.
"Nós não temos previsto, por exemplo, deslocação de equipas", afirmou o ministro, justificando a decisão com a avaliação dos meios disponíveis e da utilidade que uma operação portuguesa poderia ter no terreno. "Isso, neste momento, não seria adequado", disse.
O governante revelou também que os problemas nas comunicações nas zonas afetadas pelas cheias no Nepal estão a dificultar o contacto com os cidadãos portugueses que permanecem em paradeiro incerto.
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