Autarca de Vila Real de Santo António quer medidas de segurança na EN125
"C ontinuam a perder-se vidas em acidentes nos cruzamentos mais perigosos do meu concelho e nós não podemos permitir isso. Desde que cheguei ao município, em 2021, que exigimos medidas aos diferentes governos e nada se faz. É urgente resolver este problema", afirmou Álvaro Araújo à Lusa.
No dia 07 de outubro, um acidente num cruzamento que dá acesso a Vila Nova de Cacela e a Manta Rota, ao quilómetro 146 da EN125, naquele concelho do distrito de Faro, causou a morte de um homem que seguia num ciclomotor.
"A morte do senhor Carlos, que toda a gente conhecia na zona, sensibilizou-me, e espero que o exemplo dele sirva para não haver mais mortes naquele local e naqueles cruzamentos. É preciso dizer basta", argumentou Álvaro Araújo sobre zonas onde a EN125 converge, em ambos os sentidos, com estradas municipais, sendo especialmente propícias à sinistralidade.
A construção de rotundas nos pontos mais perigosos do troço Olhão-Vila Real de Santo António, quatro delas na freguesia de Vila Nova de Cacela, está prevista no plano de requalificação da EN125, mas as obras estão bloqueadas devido a um diferendo judicial entre Infraestruturas de Portugal (IP) e a subconcessionária Rotas do Algarve Litoral (RAL), que se prolonga desde 2019.
Em 2023, o Governo, então liderado por António Costa, abriu uma exceção e autorizou a IP a negociar com a subconcessionária para assumir a construção da variante de Olhão à EN125, uma das obras inseridas naquele plano, que foi entretanto concluída, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, e inaugurada em maio.
Criticando a falta de coragem do Governo nesta matéria, o autarca eleito pelo PS responsabilizou diretamente o Estado e os governantes que têm assumido funções no setor pelas mortes que ocorrem na EN125.
"São esses senhores os responsáveis. Quando estamos no poder, temos de fazer tudo para resolver os problemas. Mas estas pessoas que têm passado pelo Governo e por esta pasta não fizeram ainda nada para resolver este problema. Nem é uma questão de partidos, hoje é o PSD [a governar], mas quando foi o PS também critiquei", referiu.
O autarca considerou estar "de mãos atadas", por não estar envolvido diretamente no processo jurídico, e salientou que o Governo "é que pode tomar uma decisão" em vez de "deixar tudo para quem vem a seguir".
"A desculpa é sempre a de que, enquanto o diferendo persistir, as obras não se podem realizar.
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