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Partido do chanceler e parceiro de coligação ao lado de Merz sem restrições

Jornal Económico ·
Partido do chanceler e parceiro de coligação ao lado de Merz sem restrições

O chanceler alemão Friedrich Merz, que já assumiu publicamente um “desastre” eleitoral histórico este domingo, 20 de setembro (a juntar ao anterior, de 6 de setembro), viu o seu partido, a CDU e os seus parceiros de coligação, os social-democratas do SPD, jurarem-lhe ‘fidelidade’.

A crise política não passou – dado que tem por forte aliada a crise económica – mas o fantasma da substituição do chanceler foi deixado para trás – ao mesmo tempo que o governo insiste na justiça das medidas que está a implementar contra o mau momento económico e pede paciência pela demora nos resultados.

Numa conferência de imprensa bastante tensa, Merz declarou-se “grato” pelo facto de os parceiros de coligação quererem manter o governo federal unido.

E garantiu que vai continuar no cargo em nome do “futuro democrático” e para avançar com reformas urgentes.

Antes de surgir em público, Merz liderou uma reunião do seu partido – que ele próprio convocara depois de os resultados das eleições de domingo terem sido divulgados.

A Direção Nacional da CDU, que reuniu a comissão executiva e a liderança alargada do partido, analisou detalhadamente o colapso eleitoral, mas optou por tentar abrandar pressões internas e definir a estratégia de sobrevivência de Merz como líder do partido e chanceler.

Logo após a reunião, figuras de peso da bancada e vice-presidentes da CDU (como Karl-Josef Laumann e Günter Krings) vieram a público declarar que a liderança apoia firmemente o chanceler e rejeitando a abertura de um debate formal sobre a sua substituição.

O argumento é que não há nenhuma alternativa interna que, neste momento, possa garantir melhores resultados.

Os analistas detetaram ali um pequeno senão: o argumento parece esconder o facto de Merz ser encarado como uma espécie de ‘mal menor’, o que não lhe abre grandes perspetivas de futuro.

De qualquer modo, está tudo dependente da prestação imediata da economia.

Merz tem afirmado a justeza das suas opções e pede paciência para que essas medidas possam mostrar resultados.

O problema é que a onda de despedimentos no setor automóvel, nomeadamente, afeta milhares de trabalhadores que não têm tempo para esperar por esses resultados.

Mesmo assim, Merz ainda tem um desafio pela frente: o Grupo Parlamentar tem agendada uma reunião de toda a bancada (CDU e os bávaros da CSU), que, dizem os analistas, será um teste mais complexo: Merz tem ali menos apoio e mais contestação, nomeadamente dos aliados bávaros, que exigem estabilidade mas observam com grande preocupação a sangria de votos para a AfD.

Com a sua popularidade em mínimos históricos, a oposição já prevê a queda do chanceler até ao final do ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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