“Algumas profissões desaparecerão, outras terão de se reinventar”
Marta Afonso Pereira entrou na Eversheds Sutherland em 2025 como sócia coordenadora do departamento de Direito Laboral e da Segurança Social .
Com mais de 20 anos de experiência, a advogada presta assessoria a empresas portuguesas e internacionais em questões de direito do trabalho e da segurança social, nomeadamente em matéria de benefícios sociais (regimes de pensões e planos de opções de compra de ações), negociações coletivas de trabalho, reestruturação de empresas, pós-estruturação e transferências de pessoal, procedimentos disciplinares e recrutamento e despedimento de executivos, bem como em matéria de contencioso laboral.
Sendo essas empresas de diversos setores de atividade, nomeadamente banca, seguros, fundos de investimento, serviços profissionais e consultoria, saúde, farmacêutico, transportes e automóvel.
Henrique Ferreira Cruz reforça Eversheds Sutherland Ler Mais Em entrevista ao ECO/Advocatus, a sócia defende que o Direito do Trabalho está a ser desafiado por uma transformação acelerada das relações laborais, marcada pelo trabalho híbrido, pela inteligência artificial e por novas formas de organização.
Para as empresas, o desafio passa por adaptar profissões e modelos de trabalho sem perder de vista a necessidade de preparar trabalhadores para mudanças profundas, que vão desde a forma como são recrutados e avaliados até à maneira como desempenham as suas funções, sublinha Marta Afonso Pereira.
O Direito do Trabalho está a atravessar uma transformação profunda, com trabalho híbrido, inteligência artificial, novas formas de organização e pressão sobre os modelos tradicionais de trabalho.
Qual é hoje, na sua opinião, o maior desafio para as empresas nesta área? De todas as mudanças a que assistimos, diria que a inteligência artificial é a que vai ser decisiva de forma mais imediata.
A mudança vai operar-se ao nível de um redesenho das profissões atuais — algumas vão mesmo desaparecer; outras vão alterar-se de tal forma que os profissionais terão de se reinventar; e todas vão sofrer, pelo menos, uma alteração significativa na forma de trabalhar.
Contrariamente ao que sucedeu há uns anos, com a transição de um modelo presencial para um modelo de trabalho híbrido ou à distância, não poderemos contar apenas com os nossos “instintos pessoais” ou com a inteligência emocional para nos guiar nessa transição — teremos de nos assegurar de que compreendemos as ferramentas e de que refletimos sobre a melhor forma de as integrar no modelo existente, para que a transição possa ser o mais progressiva e tranquila possível.
Não há nenhuma empresa ou setor imune a esta transformação.
A inteligência artificial está a começar a entrar nas relações laborais, desde o recrutamento à avaliação de desempenho e à gestão de trabalhadores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.