Eurofighter é entrar num “sistema que permita a Portugal fazer parte do futuro”
O processo de substituição dos F-16 ainda não arrancou, mas o Eurofighter vai avançar até ao início de novembro com uma proposta não solicitada junto do Governo.
O consórcio — do qual a Airbus faz parte — viu recentemente mais um concorrente, a Dassault Aviation, entrar na pista de descolagem para um negócio que se estima na ordem dos cinco mil milhões de euros, a juntar-se a outros operadores que já se tinham posicionado na corrida: Saab (Gripen) e Lockheed Martin (F-35).
Com mais um concorrente com as cores europeias na asa, Johan Pelissier, presidente para a região da Europa da Airbus, mostra-se confiante dos trunfos da proposta Eurofighter e olha para o reforço de concorrência como positivo.
Eurofighter vai apresentar proposta para renovação dos F-16 Ler Mais “Se recuarmos dois anos, a questão era mais ‘quando’ do que o ‘tipo de plataforma’ .
Porque, no caso da plataforma para substituir os F-16, o candidato natural que surgiu, pelo menos do ponto de vista do utilizador operacional, foi o F-35.
Hoje, porém, vemos que, sobretudo com três potenciais soluções europeias, a opção europeia também está em cima da mesa “, diz Pelissier que falou com o ECO/eRadar, à margem do encontro do Eurofighter com a imprensa, na sede da Airbus em Lisboa.
“O Eurofighter é, por definição, a escolha europeia de muitas nações — inicialmente quatro, todas membros da NATO e todas europeias — e conta desde então com seis clientes de exportação”, atira.
“ Estamos a oferecer uma solução soberana, na qual Portugal pode realmente ter o seu próprio softwar e, os seus próprios métodos de formação e treino, e as suas próprias formas de operação e manutenção, incluindo a capacidade MRO” , diz.
Trata-se para Portugal, “a entrada num novo capítulo”, acredita.
“É a possibilidade de comprar um sistema fechado ou adquirir um sistema que permita também a Portugal fazer parte do futuro”, argumenta.
E a Critical FlyTech, joint venture com a Critical Software para o desenvolvimento de soluções para o aeroespacial, já está a desenvolver para o setor de defesa.
A fábrica de Santo Tirso está a aumentar 30% a sua área , o GBS tem dois hubs .
Há planos para reforçar a presença da Airbus em Portugal? As nossas atividades de criação de uma presença em Portugal são relativamente recentes, uma vez que iniciámos o GBS em 2019.
Atualmente, a nível global, temos cerca de 2.000 pessoas.
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