Nvidia dispara enquanto o barril negoceia abaixo dos 90 dólares
Os mercados financeiros viveram uma semana com tendência mista, que ficou marcada pela consolidação do petróleo bruto abaixo dos 90 dólares por barril e, esta quinta-feira (27 de agosto), o disparo da Nvidia , que quebrou a sua própria tradição para apresentar números brilhantes.
A fechar a semana, é o presidente da Fed, Kevin Warsh (no simpósio de Jackson Hole), quem centra nele os holofotes, esta sexta-feira.
A empresa com a maior capitalização de mercado do mundo (o mesmo é dizer, a empresa mais valiosa no planeta) apresentou resultados de 96,2 mil milhões de dólares ( 82,6 mil milhões de euros) na quarta-feira à noite e uma taxa de rentabilidade em torno de 75%, para o segundo trimestre fiscal, o que surpreendeu pela positiva investidores e analistas.
Prova disso é que a Nvidia estava a valorizar 8% , e as ações negociavam acima dos 226 dólares por ação , pelas 19h30 desta quinta-feira.
A semana até começou mal para a tecnologia, mas acabaria por inverter.
Por um lado, a descida do valor antevisto para a entrada da Shein (gigante chinês do e-commerce ) na bolsa de Hong Kong, assim como a venda de ações próprias da Alibaba (gigante chinesa do retalho para empresas) abaixo do preço de mercado, prejudicaram o sentimento.
Por outro lado, a incerteza ligada às sanções dos EUA ao Irão gerou maior aversão ao risco.
Com isto, registaram-se quedas, em especial na tecnologia e semicondutores.
Isto chegou a colocar a Nvidia (entre outras cotadas) no 'vermelho' abrindo espaço para uma recuperação dos títulos, nesta quinta-feira.
As contas da líder no fabrico de semicondutores (cada vez mais procurados para o desenvolvimento de Inteligência Artificial) superou as expetativas nos lucros por ação (2,22 dólares por ação contra 2,08 dólares esperados) e, mais importante, nas perspetivas .
A empresa nunca divulga projeções além do trimestre seguinte mas, desta vez, foi exceção.
O próprio CEO, Jensen Huang, fez saber que espera ver as receitas aumentarem 70% em termos homólogos no próximo exercício fiscal, que vai terminar no dia 1 de fevereiro de 2028 (o consenso apontava para 40% a 50%).
As contas alimentaram o sentimento positivo que se viveu no segmento da tecnologia e empurraram Wall Street para os ganhos, esta quinta-feira.
Pelas 18 horas, o índice S&P 500 estava a subir 0,50%, até aos 7.716 pontos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.