Habitação: protestos em cinco cidades contra o custo de vida
A crise da habitação e o aumento do custo de vida levam este sábado, 10 de outubro, cidadãos às ruas de Lisboa, Porto, Braga, Aveiro e Funchal, numa jornada de protesto convocada pela plataforma cívica “Não Dá Mais”.
A iniciativa pretende chamar a atenção para as dificuldades em pagar rendas, prestações bancárias e despesas essenciais, num contexto de perda de poder de compra.
A mobilização reúne associações, sindicatos e coletivos da sociedade civil, que defendem respostas públicas para aliviar os encargos das famílias.
Além do acesso à habitação, os protestos colocam no centro do debate os preços dos combustíveis, da energia e dos bens alimentares.
De acordo com a convocatória, as concentrações estão previstas para diferentes pontos do país, com horários distintos.
No Funchal, o protesto está marcado para as 11h00, junto à Assembleia Legislativa da Madeira, enquanto Aveiro recebe a iniciativa às 15h30, na Praça Dr.
Joaquim de Melo Freitas.
Em Lisboa, a concentração está prevista para as 17h00, no Largo do Intendente.
À mesma hora, os protestos decorrem na Praça de D.
João I, no Porto, e junto ao coreto da Avenida Central, em Braga.
Na área da habitação, os promotores defendem medidas para limitar o aumento das rendas e das prestações associadas à compra de casa, bem como um reforço da oferta de habitação pública.
A plataforma critica o peso dos preços no orçamento das famílias e considera necessário garantir alternativas habitacionais a valores comportáveis.
Os organizadores contestam também o impacto do turismo e da especulação imobiliária no mercado habitacional.
Estas posições fazem parte das reivindicações da plataforma e refletem a interpretação dos promotores sobre as causas da crise.
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