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Economia

EUA não conseguirão resolver problema da dívida só com crescimento, avisa diretora-geral do FMI

Jornal Económico ·
EUA não conseguirão resolver problema da dívida só com crescimento, avisa diretora-geral do FMI

Os EUA não conseguirão reverter a tendência de endividamento apenas com crescimento, avisa a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) numa altura em que a dívida norte-americana já excedeu os 40 biliões de dólares.

E a China deve apostar mais no mercado interno e menos nas exportações, atirou numa dupla repreensão às maiores economias do mundo.

Kristalina Georgieva falava no encontro anual conjunto do FMI e Banco Mundial em Banguecoque, na Tailândia, e apontou o dedo aos EUA, juntamente com a Europa, como os países que mais contribuem para o agravamento da dívida pública.

Esta dinâmica, continua, está a alastrar-se para economias emergentes, onde a subida dos juros é ainda mais penalizadora em termos reais.

A diretora-geral disse que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reconhecia o impacto negativo que o descontrolo das finanças públicas tinha e quer reduzir o défice e a dívida pública, mas defendeu que tal será difícil sem consolidação orçamental.

“O crescimento ajuda, claro, mas é insuficiente para trazer os ajustamentos necessários a tempo”, afirmou esta quarta-feira.

No entanto, a liderança norte-americana está demasiado apoiada no crescimento económico, continuou.

A crítica surge depois das declarações de Bessent em setembro, quando argumentou que, “com crescimentos de 3% estamos livres” de problemas.

O sector de inteligência artificial (IA) e os seus ganhos combinados com disciplina do lado da despesa seriam suficientes para controlar a dívida, que já ultrapassou os 100% do PIB.

Recorde-se que o secretário do Tesouro norte-americano está ausente das reuniões na capital tailandesa, um dos nomes de destaque que não marcará presença.

Os ministros das Finanças dos G20 têm marcada para esta quinta-feira um encontro à margem do evento, sendo que os EUA têm atualmente a presidência do grupo.

A China será um dos temas do encontro do G20, com Washington a fazer das suas prioridades o combate às políticas chinesas que, dizem os norte-americanos, distorcem a concorrência.

Também para Pequim Georgieva teve alguns reparos, pedindo que apostasse mais no mercado doméstico.

“Para os países com superavits [comerciais], têm de aumentar o consumo doméstico.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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