Talento e estratégia: antecipar hoje as capacidades de amanhã
Todos os anos, as organizações dedicam semanas a definir prioridades estratégicas, aprovar investimentos, rever planos de crescimento e projetar resultados.
No entanto, uma pergunta essencial fica muitas vezes por responder: teremos as pessoas e as competências necessárias para concretizar essa estratégia? Patrícia Vicente, Manager EY, People Consulting Durante décadas, o planeamento da força de trabalho foi sobretudo um exercício operacional.
Procurava-se antecipar necessidades de recrutamento, controlar custos com pessoal e ajustar as equipas ao crescimento esperado.
Num contexto relativamente estável, esta abordagem era suficiente.
Hoje, já não é.
As organizações operam num ambiente marcado pela escassez de talento, pela transformação tecnológica, pela evolução demográfica e pela rápida desatualização de competências.
Segundo o Future of Jobs Report 2025 , do World Economic Forum, 39% das competências essenciais dos trabalhadores deverão mudar até 2030.
O mesmo relatório indica que 63% dos empregadores consideram as lacunas de competências o principal obstáculo à transformação do negócio.
Ao mesmo tempo, o acesso a talento continua a ser um desafio.
O relatório mostra que apenas 29% das organizações esperam uma melhoria na disponibilidade de talento até ao final da década, enquanto 42% antecipam um agravamento.
Em Portugal, o OECD Economic Survey : Portugal 2026 também identifica a escassez de mão de obra e de competências como um limite ao crescimento, à produtividade e à capacidade de inovação das empresas.
Perante este cenário, a questão já não é apenas quantas pessoas serão necessárias.
É saber se as organizações estão a desenvolver, desde já, as competências de que irão precisar para concretizar a sua ambição futura.
É aqui que o Strategic Workforce Planning assume um papel fundamental.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.