Leiria já analisou 10.807 candidaturas de apoio à recuperação de casas danificadas pelo mau tempo
No dia em que se assinalam sete meses da passagem da depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição em Leiria, o município anunciou o fecho de uma das maiores operações para a reconstrução das causas destruídas pelo mau tempo.
O autarca Gonçalo Lopes deu conta da conclusão da análise das 10.807 candidaturas aos apoios da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, num total de 69,7 milhões de euros.
Dos 10.807 pedidos para reconstrução das casas apresentados pelas famílias afetadas, 10.735 candidaturas já foram processadas pela CCDR Centro e 7.694 foram pagas.
Há ainda 310 pedidos por pagar, estando em análise outros 72 processos, revelou esta sexta-feira o presidente da Câmara de Leiria, durante uma conferência de imprensa no Mercado de Sant’Ana.
Foram ainda indeferidas 2.731 candidaturas, acrescentou.
Dos 69,7 milhões de euros solicitados pelas pessoas afetadas pelo mau tempo, cerca de 37,3 milhões já foram pagos e outros 39,5 milhões foram validados pela autarquia , adiantou o autarca socialista.
Toda esta operação, revelou, exigiu um esforço financeiro municipal na ordem dos 813 mil euros, “ dos quais 788,5 mil euros correspondem a recursos humanos”.
O concelho de Leiria concentra 30% do total das candidaturas apresentadas no país, com vista à reconstrução das casas destruídas pela intempérie.
Gonçalo Lopes referiu ainda que “a conclusão desta primeira análise não representa o encerramento do processo”.
Muito pelo contrário.
“ Ainda há muita obra por fazer que tem de ser feita “, desde a requalificação de “estradas que estão fechadas às escolas que trabalham em contentores”, elencou.
Durante estes setes meses de trabalho, contabilizou, “estiveram envolvidos 70 trabalhadores do município e dos SMAS do concelho, além de 107 técnicos de entidades externas.
Foram realizadas 6.070 vistorias, 4.378 atendimentos presenciais e 326 atendimentos descentralizados nas freguesias.
“A essência da existência humana continua a ser viver em comunidade e conseguirmos ajudar quem mais precisa, sobretudo nos momentos mais difíceis”, destacou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.