PR moçambicano promete eliminar “complicómetro” para um bom ambiente de negócios
O Presidente moçambicano prometeu este domingo, 30 de agosto, continuar com reformas para eliminar o “complicómetro” e melhorar o ambiente de negócios no país, e defendeu que só o aumento da produção nacional e redução de importações vai resolver o problema de divisas.
“É nossa tarefa e continuamos a trabalhar dia e noite para eliminar os complicómetros.
Temos consciência de uma coisa fundamental: não existe investimento sustentável sem confiança, não existe confiança sem previsibilidade, transparência e resultados”, disse Daniel Chapo.
O Presidente falava na abertura da 61.ª Feira Internacional de Maputo (Facim), que decorre na província de Maputo, sul de Moçambique, em que voltou a reiterar a abertura do país para o investimento nacional e estrangeiro, focado sobretudo na inovação e parceiras estratégias.
O chefe do Estado prometeu que Moçambique vai continuar a avançar com reformas profundas para dinamizar e facilitar o ambiente de negócios, apontando que o Governo criou o Gabinete de Reformas e Projetos Estratégicos na Presidência da República com o objetivo de continuar a aprovar leis, sobretudo aquelas que “barram o crescimento do país e um bom ambiente de negócio”.
“Aos nossos países amigos e irmãos, aos investidores estrangeiros que aqui se encontram, queremos mais uma vez dizer que Moçambique está disposto a reformar para atrair mais investimentos, criar um bom ambiente de negócio e desenvolvermos o nosso país”, prometeu Chapo.
Ao elogiar as empresas premiadas por se destacarem como maiores e melhores exportadores nacionais, o Presidente moçambicano lembrou que o país ainda enfrenta o problema de divisas, sublinhando que só vai se resolver com produção nacional.
“Nós só teremos divisas se produzirmos mais e exportarmos mais.
Enquanto produzirmos menos, importarmos mais e exportarmos menos, haverá menos divisas.
Por isso, as vossas conquistas demonstram que exportar não é apenas vender para o exterior.
É provar ao mundo que Moçambique sabe produzir, sabe competir e sabe vencer”, declarou.
Neste sentido, avançou que o país vai continuar a priorizar a produção para galvanizar as exportações, quando Moçambique necessita de inverter a sua balança de pagamentos, e afirmou que “nenhuma economia se transforma apenas pela vontade dos empresários”, sendo necessários esforços conjuntos.
Chapo quer que o Estado cumpra com o seu papel de garante de condições para um ambiente saudável de negócios para que se possam criar empregos, sobretudo para a juventude.
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