Moção de censura? "Amanhã, falaremos. Estou tranquilo", diz Luís Neves
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, remeteu, esta segunda-feira, esclarecimentos para amanhã, terça-feira, depois de ter sido confrontado com o facto de o Chega ter ameaçado apresentar uma moção de censura ao Governo, no Parlamento, se não houvesse uma "resolução" no caso que envolve o nome do governante.
"Amanhã, falaremos sobre esses assuntos todos. Estou absolutamente tranquilo" , afirmou, em declarações aos jornalistas, na ilha da Madeira.
Questionado sobre o porquê de só falar amanhã, o ministro sublinhou: "Porque sou eu que decidido. Não é quando os senhores decidem, é quando eu decido" .
Recorde-se que o presidente do Chega, André Ventura, ameaçou, na sexta-feira passada, avançar com uma moção de censura ao Governo, caso não houvesse uma "resolução" no caso que envolve Luís Neves.
Ventura referiu que iria apresentar a moção de censura na terça-feira ao Parlamento, dia 1 de setembro.
"Se este padrão ético continuar a existir, se não tivermos a resolução desta situação, juntar-nos-emos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, no dia 1 de setembro, no Parlamento", afirmou, em declarações aos jornalistas, na sexta-feira.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, tem visto o seu nome envolvido em várias polémicas. Mais recentemente, foi noticiado que o carro conduzido pelo governante, cedido pela Polícia Judiciária (PJ), foi apreendido ao traficante de droga Rubén Oliveira, mais conhecido como Xuxas, que foi detido pela PJ em 2022 .
De salientar ainda que, há cerca de um mês, o governante veio a público esclarecer "ponto por ponto" as polémicas que haviam, até então, sido noticiadas , e que envolviam um atrelado apreendido e as obras realizadas numa propriedade em Odemira. Na altura, Luís Neves garantiu sentir-se "legitimado" para continuar a ocupar o cargo de ministro da Administração Interna.
André Ventura ameaçou apresentar uma moção de censura ao Governo na próxima terça-feira, dia 1 de setembro, se não houver uma "resolução" no caso que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves. Salientou ainda não querer "nenhuma crise política", mas considera que Neves "já não tem nenhuma autoridade".
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